Somos mais parecidas que podemos imaginar! Entrevista com Faby Rosa, uma Maria do mundo bem real!

1. Quem é a Faby Rosa?

Mãe de 3 filhos, 42 anos, chefe de família, dona do lar, profissional liberal (cabeleireira), no momento também cursando Faculdade de Educação Física, atleta amadora, apaixonada pela corrida, um amor maior na corrida em trilha. Faço de tudo para me manter em movimento, apesar de todas as responsabilidades que tenho no dia a dia.

2. Desde quando corre e por que iniciou a correr?

A corrida entrou na minha vida, por insistência de uma amiga (pois, não queria de jeito nenhum correr). Já no primeiro treino fiz 7 km sem parar, dali em diante nunca mais parei.

3. Como chegou ao trail running?

A mesma amiga insistente que me levou para a corrida me apresentou o trail running.

4. Em que momento fez a transição do asfalto para o trail?

Na primeira prova de trail running, ali aconteceu a transição entre o asfalto e as trilhas, indiscutivelmente foi amor à primeira trilha .

5. Você sempre treinou com orientação de treinador?

Não, nem sempre. Nos dois primeiros anos, me aventurei sem treinador. Só tinha uma rotina de academia fazendo treinos de fortalecimento e musculação. Faz três anos que tenho acompanhamento com treinador de corrida, tive uma evolução absurda.

6. Como faz pra conciliar os treinos com a vida de mãe e profissional liberal?

O dia é planejado de acordo com minha agenda de atendimentos , estudos , tarefas de casa e filhos. Normalmente treino no início da manhã, mas também quando os horários não batem (imprevistos) , treino no horário que sobra, às vezes entre um atendimento e outro.

7. Como vê o momento e a evolução do trail feminino?

Crescendo de uma maneira linda de se ver, e ao mesmo tempo consciente.

8. Como você vê o papel dos grupos e assessorias na consolidação do trail running como modalidade esportiva em pleno crescimento no país?

Importante e fundamental a união das assessorias e grupos, com base na fomentação e disseminação sempre levando para o lado positivo da corrida em trilha. Com tudo o cenário mudou para a normatização das provas oficiais, priorizando como modalidade esportiva em crescimento satisfatório.

9. O que deixou de fazer no cenário do esporte neste 1º semestre em virtude das medidas de combate a Covid-19 e o que tem feito para manter-se ativa em tempos de isolamento?

Obviamente os treinos foram dando espaço para o isolamento, a natação, as corridas ao ar livre. Como estamos predispostos ao vírus, e não podemos colocar nossa saúde em risco e das pessoas que estão à nossa volta (família, amigos, todos ). Assim adaptei em casa, dividindo os dias com treinos específicos e também experimentando outras modalidades, me reinventando: o importante é se manter em movimento.

10. O que espera do restante de 2020 o ano que ficará marcado na história como o ano em que tudo parou?

De uma certa forma ficará marcado sim, o ano em que tudo parou por um tempo. Tenho esperança que no 2º semestre tudo voltará aos poucos. E também acredito que será imprescindível, que sejamos persistentes, pois, o ano não acabou e teremos muito trabalho pela frente.

Obrigada Faby por dividir tua história conosco, cada vez mais temos a convicção que #somostodasmariasdatrilha !

@fabyrosa_