Vamos conhecer Tais Damasio Rotta, essa Maria que recentemente fez bonito representando todas nós nas altitudes de Machu Picchu

Ela é da Serra Gaúcha, mas reside em Porto Alegre, iniciou a prática do trailrun em Bento Gonçalves sua terra natal e foi na vizinha Farroupilha que fez sua estreia numa das mais belas provas do nosso estado realizada na região do Salto Ventoso, uma queda d’água sob a qual os atletas passam durante o magnífico percurso. Há alguns dias participou da Ultra Machu Pichu onde conquistou o terceiro lugar para o Brasil, nos 30km. Conheçam a história de mais essa MARIA DAS TRILHAS!

Nome: TAIS DAMASIO ROTTA

Cidade: PORTO ALEGRE

Profissão: ADVOGADA e FISIOTERAPEUTA

Familia: meu esteio

Como conheceu o trailrun? Em Bento Gonçalves, minha cidade natal, com um grupo de amigos loucos pelo trailrun (BTR), que além de parceiros, foram e são exemplos de garra e superação.

O que motivou você a iniciar no trail run?  A sedução da natureza e da imprevisibilidade que ela oferece. De fato, quanto menos monótona for a atividade, mais ela me encanta.

Qual foi a sua primeira prova? Salto Ventoso, em Farroupilha, do Circuito Trilhas e Montanhas.

Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?  Percebi que as trilhas são realmente muito desafiadoras e que, por mais que façamos todos os preparativos, a natureza por mudar tudo de uma hora para a outra.

 Você faz parte de alguma acessória esportiva? Sim. Cia dos Cavalos.

Como são seus treinos? Treino 4 vezes por semana, conforme a planilha. Há intervalados, progressivos, fartlek, ritmados e  o temido longão, com distâncias e altimetrias maiores. Sem esquecer do treino de força, 2 vezes por semana.

11- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições? Essa é uma das partes mais difíceis do treinamento (kkkk). De fato, uma rotina que envolve casa, trabalho, faculdade e filhos exige um grande jogo de cintura para encaixar os treinos. As vezes é preciso madrugar, renunciar ao horário de almoço ou encarar os perigos da noite. Mas o importante é não deixar de treinar.

O que você pensa à respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun? Ter um acompanhamento nutricional é indispensável. É preciso uma ingesta equilibrada e adequada a rotina de treinos. O trail exige muita força, resistência e energia.

Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova? Como ainda não corro distâncias superiores à 30 km, a alimentação pré-prova é a mais importante. Procuro reforçar a ingesta de carboidratos nos dois dias que antecedem a prova e beber, pelo menos, 3 litros de água por dia. Estar hidratado é tão importante quanto estar bem alimentado. Durante a prova, uso um carbogel a cada 40/50 min de prova, e cuido para não deixar de beber água a cada 30 minutos. Pós prova é festa (kkkk), muita salada, carne, carboidrato e frutas.

Quais provas te marcaram mais? Mesmo tendo corrido provas mais desafiadoras, as Audax foram as provas que mais me marcaram. Foram as primeiras provas que realmente me tiraram da zona de conforto, tanto por ter aumentado a distância, quanto pela altimetria. Além do mais, estar entre amigos é sempre sensacional!

 

Você trouxe o troféu de bronze para o Brasil, quando participou da Ultra Machu Picchu Trail há alguns dias. Conte-nos um pouco do seu desafio de 2018

Fui sem qualquer pretensão de resultados. Era uma prova que me desafiava muito. Nunca havia corrido na altitude. Ouvi que passaria por muitas dificuldades já que correria pelo menos 22km acima de 4500m de altitude. Além disso, por questões pessoais, treinei muito pouco para a prova.  Então, resolvi ir para curtir e me desafiar, apenas.

Conselhos dos mais experientes sempre são bem vindos para iniciantes como eu. Por isso guardei uma dica de um colega: – te controla na subida e te preserva porque você é boa na descida e precisa estar inteira para recuperar posições e terminar bem.
Aí começou a prova. Logo nos primeiros kms, subidas intermináveis. Todos com bastões e eu, cheia de vontade (apenas! Kkkk). Mesmo assim, fui ganhando posições. Pelo km 8 era a 2a colocada. Que emoção! Prova dura. Dificil de respirar. Segui firme. Lá pelo km 20 as pernas começaram a sofrer… mas estava aliviada pois logo começariam as descidas.
Pois foi justamente aí que começou o mais difícil. Nunca vi descidas tão técnicas. Cai e me esfolei toda. Levantei e segui. Em muitos momentos tive que parar para pensar como descer. Resultado obvio: perdi o 2o lugar rapidinho. Mas enfim, terminei em 3o lugar geral. Feliz e realizada pela missão cumprida.
Que prova! Que visual! Volto com ainda mais amor e respeito pelas montanhas.

16- Como você vê o momento do trailrun no Brasil? A corrida de montanhas está ganhando mais espaço. Quem corre no asfalto e vem para a trilha encontra uma nova energia e acaba de encantado. Sair da cidade e se conectar à natureza é perfeito para equilibrar o stress da rotina contemporânea.

Como tudo o que é novo, o trail ainda tem muito a melhorar, especialmente em relação às ultras. Há muitos erros nas provas. No Brasil, entre os organizadores há ótimos profissionais, mas não há dinheiro. Não há trabalho voluntário. Não há o preparo adequado aos staffs.

Acredito que é questão de tempo para que o trail evolua e se consolide. A experiência para o trail será adquirida no próprio trail.

17- Qual prova você indicaria para uma Maria? São tantas! Muitas delas eu mesma ainda sonho em fazer. Ultramaratona dos Perdidos, Circuito KTR, GCR Extreme Marathon, Etapas Mountain Do.

18- Qual seu maior sonho dentro do trail?

Meu sonho é quase unanimidade entre os trailrunner. Correr a UTMB seria o ápice.

Tirando o foco das provas, tenho outro sonho, ainda maior, que é poder ter saúde para correr por muitos e muitos anos ainda.

19- Na sua percepção, ser trail runner é… gostar de ser a todo momento desafiado, é fazer muitos amigos pelo caminho, é cansar o corpo e alimentar a alma.

20- Por que você indica o trailrun como prática esportiva? Sou suspeita. Vejo na prática do trailrun pontos positivos. É um esporte que integra e aproxima as pessoas. Fisicamente, aumenta a resistência e a força muscular. A instabilidade do terreno, com pedras, buracos, barro, entre outros, torna a musculatura mais ágil e com grande capacidade de adaptação.

Além disso, numa vida estressante como a da modernidade, sair da cidade e ir “para um mundo paralelo” com barulho de pássaros, com cheio de mato e com um visual lindo, é uma benção!. 

6 respostas para “Vamos conhecer Tais Damasio Rotta, essa Maria que recentemente fez bonito representando todas nós nas altitudes de Machu Picchu”

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