O Na Trilha com as Maria’s foi até Minas Gerais para conversar com a Juliana Pacheco Guimarães

Olá Maria’s aí está mais uma entrevista para inspirar vocês,uma Maria de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela conheceu o trailrunning em 2014 e hoje já realizou provas pelo país e no exterior! Em 2018 essa simpática Maria tem como objetivo aventurar-se pelos Alpes entre Suíça e França nos 53km da OCC uma das provas que fazem parte da maior festa mundial do trailrunning mundial o Ultra Trail du Mont Blanc! Confiram e aproveitem esse depoimento cheio de boas energias e motivação!

 VAMOS MARIA´S! VAMOS INVADIR AS TRILHAS!

1-Nome: Juliana Pacheco Guimarães

2- Cidade: Belo Horizonte

3-Profissão: Diretora Comercial

4-Família: Minha base

5- Como conheceu o trailrun?

Conheci o Trail Run, no final de 2014, após realizar minha 1ª maratona, de asfalto e no Rio de Janeiro. Nessa época, na periodização da maratona, já estava sem motivação para treinos no asfalto. E justamente na periodização, tive 3 lesões, antes da prova. Essas lesões quase me tiraram da prova, mas com muita persistência e foco consegui fazer a maratona. E depois da prova, e já sem querer treinar mais, um amigo me convidou para conhecer a trilha do Retiro das Pedras, pertinho de Belo Horizonte, e lá eu fiquei encantada com o desafio, e com as paisagens.

6- O que motivou você a iniciar no trailrun?

No início de 2015, eu treinava em uma assessoria, que o foco era totalmente asfalto. Ainda não tinha atletas com perfil de trilha. E eu logo comecei a pesquisar as provas, e me encantei com as imagens do Indomit Bombinhas, pedi autorização para realizar a inscrição, isso mesmo, tinha que ter autorização… rsrsrs e assim me enfiei nesse sonho de correr os 42K de Bombinhas.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Para os treinos de 42k de Bombinhas, eu fui fazendo provas pequenas de trilha. E primeira foi XTerra Mangaratiba, 21k. E detalhe de tênis de asfalto! Kkkkk

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Minha primeira percepção: Que pessoal doido, caminhando nas subidas. Como assim??hahaha

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual?

Hoje eu treino com o Iazaldir Feitoza, atleta de elite e atleta patrocinado pela Asics. O Time chama: Iaza Trail Running Team

10- Como são seus treinos?

Treino de 3 a 4 x por semana, com treinos de rodagem no asfalto, treinos de tiro (intervalados), e treinos nas trilhas aos finais de semana, o famoso longão.

11- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?

Bom, essa parte é uma doideira. Pois tenho um filho de 11 anos, que há bom tempo já acompanha essa loucura, de me ausentar para treinar, e me ausentar para competir. Graças a Deus é bem resolvido! O negócio é fazer tudo com amor, e priorizar primeiro ele, o Davi, e depois, encaixo meus treinos, e com eles o trabalho.

12- O que você pensa a respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Acredito que todo atleta amador ou não, deveria investir em um acompanhamento nutricional. Isso faz toda a diferença, principalmente Atletas de Trail Run. Devido ao longo tempo que se encontra em provas e treinos. A Nutrição é responsável, no meu ponto de vista de 80% de sua performance.

13- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Minha alimentação pré prova, digo assim, antes de uma prova, a noite antes é massa (pratão de macarrão). Durante a prova, dependendo de qual prova, no calor costumo comer menos, procuro comer mais frutas, barra de proteína, castanhas, e alguma fonte de carboidrato de fácil absorção, pois no calor não tenho tanta fome assim. No Frio não varia muito, mas vai muito da minha percepção de fome. Juro! Procuro hidratar bem, para evitar câimbras. Que nesses 4 anos de trail tive 2 x no máximo graças a Deus!

14- Quais provas te marcaram mais?

Claro a minha primeira de trilha: Indomit Bombinhas (42k) – 2015

Depois a 1ª Ultratrail – Indomit Pedra do Baú 2016

Mountain Do Deserto do Atacama – 42K – 5 ª geral

APTR Videiras – de 55K foi para 63K, eu vindo de lesão, e ainda fiquei com o 5 ª geral. – 2017

A que fui campeã – 42k Turtle Run – em 2017

Indomit Costa de Esmeralda – 50km – 2017

15- Qual será seu maior desafio em 2018?

Ahhh 2018 será inesquecível se Deus ajudar.

OCC – é o foco total. Mas tenho Ultra dos Perdidos antes – 45k (baita desafio) e pré isncrita no El Cruce final de dezembro. Doideira né?

 

16- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

O trailrun está em ascensão no Brasil. Tenho visto as provas crescerem, mais organizadores com um olhar mais interessado. Isso é muito bom para o esporte.

17- Qual prova você indicaria para uma Maria?

Indomit Bombinhas – prova e percurso lindo, desafiadora. E além de ter distâncias menores, ideal para quem está começando no mundo trail.

18- Qual seu maior sonho dentro do trail?

Desafiar sempre. E ser feliz!

Muitas pessoas me perguntam, porque eu com a bagagem de provas e treinos que tenho, ainda não fiz distâncias acima de 80k. E eu digo: minha paixão pelo trail é o visual, as montanhas.

A vibe do dia!

Esse ano minha meta são altimetrias maiores. Subir morro. Quem sabe ano que vem, pense com mais carinho aumentar distancias Mas por enquanto sou feliz nas distancia entre 42, 50, 55 e até 65K.

19- Na sua percepção, ser trailrunner é…

Ser trailrunner é se apaixonar a cada dia por uma trilha diferente. Pela natureza! É se tornar forte a cada treino, prova. E ter como desafio a próxima montanha!

20- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

O Trail run te tira da zona de conforto. E o contato com a natureza, te renova espiritualmente.

Obrigada Jú! Obrigada pela gentileza em dividir conosco a tua história, parabéns por tua jornada!

Boa sorte nos treinos e competições hoje e sempre!

Gurías deixem seus comentários, suas impressões e suas dúvidas, vamos Maria’s!

Semana que vem, outra Maria nos trará mais uma história de amor e paixão ao trailrunning!

MARIA’S DA TRILHA, BELAS E FERAS NA NATUREZA!

 

2 respostas para “O Na Trilha com as Maria’s foi até Minas Gerais para conversar com a Juliana Pacheco Guimarães”

  1. Ba que massa , conheci essa guria na largada do Indomit Costa da Esmeralda 50k , na oportunidade não conseguimos conversar tanto, que bom poder conhecer melhor por aqui , grande guerreira e inspiração . Parabéns pela história.

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