As Maria’s foram entrevistar Patricia Andrade, logo depois de seu retorno dos 101km da El Origen 2018.

Ela mora em São José dos Campos SP, e escolheu esse local para viver para conseguir conciliar profissão com a sua atividade física.  É escaladora, ciclista e trailrunner. A última prova que concluiu foi a El Origen,  que este ano diferentemente dos últimos seis anos, deixou a região da Patagônia e partiu para a região do Aconcágua. Isso mesmo! A disputa de três dias foi na montanha mais alta das Américas, que tem quase 7 mil metros de altitude. Os corredores, no entanto, chegaram há 4 mil metros subindo e descendo e de quebra passando pelos dois lados, o chileno e o argentino.

Os 101 km são divididos em três dias e a prova oferece toda a infraestrutura em barracas para o descanso e alimentação. Aos moldes do El Cruce, outra prova em etapas realizada entre os dois países vizinhos e mais conhecida do público trailrunner.

Venha conosco conhecer um pouco da história de mais uma Maria da Trilha aqui relatada.

Nome: Patricia Andrade

Cidade: São José dos Campos – SP

Profissão: Arquiteta e Consultora Ambiental

Familia: Onde existe amor e respeito…

Como conheceu o trailrun?

Há alguns anos atrás comecei a fazer corrida de aventura em Natal/RN, Nordeste do país, local onde morei a metade da minha vida, depois vim morar aqui, pela grande variedade de locais que me proporcionam um contato direto com a natureza, voltei a escalar em rocha, fazer mountain bike, trailrun e, a minha atual paixão, a speed.

O que motivou você a iniciar no trailrun?

A afinidade por esportes outdoor me levou a conhecer grupos de montanhismo, daí para o trail foi um pulo.

Qual foi a sua primeira prova?

KTR Campos do Jordão em 2015 e Rainha da Montanha também em 2015.

Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

A energia entre os corredores de montanha é muito boa…tem muito companheirismo, o contato direto com a natureza me transforma em uma pessoa melhor a cada dia.

Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual?

Sim, há um ano na UPFIT, assessoria de Sidney Togumi, atual técnico da Seleção Brasileira de Trailrun, localizada em São Paulo.

Alan Zonzine que cuida da preparação física.

Como são seus treinos?

Meus treinos são de terça-feira a Domingo, envolvem treinos funcionais direcionados para a corrida, treinos planilhados específicos para trailrun e alguns treinos de speed para mudar o estímulo.

Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?

Trabalho somente um expediente no meu home office, o outro eu dedico aos treinos e compromissos pessoais.

O que você pensa à respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

É de grande importância , até porque o gasto calórico é muito alto, você passa muitas horas treinando em prova, um bom acompanhamento feito por um profissional especializado em nutrição esportiva ajuda muito no seu desemprenho.

Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Antes das provas costumo fazer uma supercompensação de carbos e uma superhidratação também….durante as provas o uso de suplementos intercalados com alimentos tipo sanduíches, frutas desidratadas e chocolates, garantem a energia…após, alguns dias pós prova, que a dieta é liberada, volto para a lowcarb. Tudo orientado pelo meu Nutricionista..

Quais provas te marcaram mais?

De todas eu guardo algo de especial, mas a minha primeira KTR e a UAI 2017, onde fiz a minha primeira ultramaratona – 65 km em dupla- e a última, El Origem Aconcágua são especiais.

Qual será seu maior desafio em 2018?

Meu maior desafio foi terminar os três dias do El Origem Aconcágua, onde corremos por lugares inóspitos, com direito a muito perrengue. Agora é a preparação para poder correr na Europa em 2019.

Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

Estamos engatinhando com o trailrun no Brasil, portanto, temos muito o que aprender, temos muitos bons atletas de corrida de montanha se destacando em competições dentro e fora do Brasil. Temos uma nova geração que vem despontando nas corridas, mas infelizmente, ainda não se tem o reconhecimento e apoio necessários para que nosso esporte brilhe como fora do Brasil, onde as empresas apoiam tanto o evento quanto o atletas de ponta.

Qual prova você indicaria para uma Maria?

No trailrun temos provas para todos os gostos, condições financeiras e condicionamentos físicos, eu gosto muito das KTR, creio que o percurso seria uma excelente opção para começar.

Qual seu maior sonho dentro do trail?

Fazer o UTMB- ULTRA TRAIL DU MONT BLANC.

Na sua percepção, ser trail runner é…

Superação de limites físicos e psicológicos.

Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

O contato direto com a natureza e superação constante de seus limites.

Você pode, você quer, você faz!

Obrigada Patrícia, que seus planos se concretizem! Agradecemos por compartilhar conosco essa bela história. 

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