A “Maria” Aline – Gestação e maternidade aliada à corrida.


Ela optou pela corrida como estilo de vida já há alguns anos. É maratonista, e migrou para o trailrun, para ter contato com a natureza. Participou de algumas provas, porém seus treinos na trilha e mato tiveram que ser interrompidos, em função da gestação.  Mesmo assim continuou a treinar e levou firme a corrida até as 40 semanas, mais precisamente 3 dias antes do nascimento da pequena Julia. Vamos conhecer a história linda da Aline, uma Maria cheia de energia, que usou a corrida para fortalecer a gestação, sempre bem acompanhada do seu obstetra. Ela ainda preparou o corpo para o Parto Normal, mas a Julinha estava tão acostumada com a rotina da mãe, que nasceu via Cesariana, nas 40 semanas + 2 dias. Segundo a mamãe corredora, houve uma pequena frustração, mas ela tem a certeza que a corrida otimizou a sua recuperação. As duas estão muito bem. Apresento-lhes a Aline e sua linda Julia, com menos de 07 dias de vida.

 

1- Nome: Aline Fritzen

2- Cidade: Porto Alegre

3-Profissão: Enfermeira

4-Família: É a nossa base, o alicerce para a vida. São os de sangue somados a alguns de coração que se encontra pelo caminho.

5- Como conheceu o trailrun?

Através do grupo de corrida participei da Wine Run 2014.

Após fui convidada a participar de treinos pelo grupo do Glória, grupo de trailrun de Porto Alegre, e me apaixonei. Sair do asfalto e poder curtir a natureza é uma vibe incrível.

6- O que motivou você a iniciar no trail run?

Trocar o asfalto, a selva de pedras pela natureza, ar puro, verde, subidas e descidas, conhecer novos lugares. Novos desafios.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Foi em 2011, comecei com as rústicas de 5 km, e ainda no mesmo ano passei para 8 e depois 10km no asfalto, em 2012 já me aventurei em provas de meia-maratona. Minha primeira maratona foi em Porto Alegre, em 2015, êxtase total.

Minha primeira corrida trailrun também foi em 2015, a Wine Run. Esta prova se dá na Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves. Passa pelos vinhedos,  com paisagens lindas, muitas subidas e descidas.

Não sei se vale dizer que sou ultra, nunca me inscrevi em uma ultramaratona, mas em 2016 fui sorteada para a Uphill Marathon, e para a surpresa de todos os participantes o percurso teve 44 km, 2 a mais que o esperado, será que sou ultramaratonista?

A primeira prova trailrun foi a Wine Run 2014. Fantástica!!!!

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Para mim foi completamente diferente de uma prova de asfalto, onde estava acostumada com ritmo e tempo. Mesmo não sendo uma corredora competitiva frente aos outros, corremos sempre tentando melhorar os nossos próprios tempos, bater o nosso recorde anterior.

Quando realizei a primeira prova trail me deparei com situações que requerem muita técnica, percepção de variação de piso, montanhas mais íngremes, descidas técnicas e um monte de obstáculos para lidar, isso não tem descrição, é M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O!!!!

 

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual? Sim.

Veloz Assessoria esportiva.

10- Como são seus treinos?

De uma a duas vezes na semana faço treinos de funcional, os demais dias intercalo com corrida. Dois ou três dias off, depende do momento, da prova que tenho em vista.

Nos últimos nove meses a regra foi “diminuir o ritmo e a distancia mas parar jamais”, já explico… logo depois da Maratona de POA engravidei, e os treinos passaram por adaptações conforme a evolução das semanas de gestação, sempre mantendo acompanhamento da obstetra e dos treinadores do grupo. Com essa cautela e acompanhamento me mantive treinando (funcional e corrida) até o final da gestação.

 

Não tenho como saber como teria sido sem os treinos, mas com eles estou chegando ao final de uma gestação maravilhosa, onde absolutamente nada me prejudicou/incomodou. Tenho uma sensação de bem estar geral e total, disposição para realizar todas as minhas tarefas, não tive sintomas ou aqueles probleminhas relacionados a gestação que as mamães conhecem (edemas, problemas para dormir no final, constipação, dores nas costas) nada, nada.

Para simbolizar e deixar registrado esse período de treinos, com 36 semanas e 3 dias de gestação participei da Summer Night Run em Capão da Canoa no percurso de 5km, com a escolta do papai Márcio.

Esta semana completo 40 semanas de gestação e aguardamos ansiosa a chegada da moça Júlia.

 

11- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?

O treino para mim faz parte da tarefa do dia-a-dia. Não imagino meus dias, ou minha rotina diária sem os treinos, seriam dias incompletos. Consigo treinar aproximadamente 4 dias na semana após o expediente de trabalho, mais sábados pela manhã.

 

12- O que você pensa à respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Acho importante. Um bom acompanhamento nutricional é tão importante quanto o acompanhamento do treinador/orientador físico.

 

13- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Tenho uma alimentação bem saudável e balanceada (carboidratos, proteínas, gorduras boas, vitaminas, cálcio e ferro), e muita hidratação. Procuro ajustar conforme a intensidade dos treinos aumenta ou diminui. Como suplemento uso apenas Whey Protein pós treino, agora com a gestação dei prioridade a marca e modelo indicado pela nutricionista (sem conservantes e corantes). Pré e pós prova, sigo com a rotina de alimentação normal que já vinha seguindo durante treinos. Durante as provas, em distancias longas utilizo carbo gel.

14- Quais provas te marcaram mais?

Muitas provas são marcantes: a 1ª rústica de 5km por ser a primeira corrida da vida. A 1ª Meia Maratona, a 1ª Maratona, a MD do Rosa é uma corrida incrível, o visual não tem igual! A Uphill foi um desafio a parte que vai ficar marcado para sempre.

15- Qual será seu maior desafio em 2018?

Conciliar a maternidade com os treinos.

O desafio de 2017 foi superado/atingido com sucesso, que foi conciliar os treinos com a gestação.

 

16- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

As provas de trail run vêm se profissionalizando e crescendo com muita qualidade. Todos os eventos de corrida, inclusive os de trail se tornaram uma grande atração não apenas esportiva e sim familiar, pois acaba sendo um programa turístico e cultural para todos.

 

17- Qual prova você indicaria para uma Maria?

Acho que vivo um momento em que eu sou uma Maria que ainda preciso de muitas indicações antes de indicar grandes provas para Maria’s. A cautela e a orientação do educador físico são muito importantes no momento da escolha da prova, é preciso atenção para não abraçar um desafio maior que as próprias pernas. A MD do Rosa considero uma prova fantástica para Maria’s em fase inicial, pois há a opção de distancias menor e o visual é incrível!

 

18- Qual seu maior sonho dentro do trail?

O maior de todos é El Cruce de Los Andes.

 

19- Na sua percepção, ser trailrunner é…respeitar a natureza, gostar de desafios

 

20- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

Assim como qualquer atividade física nos traz muitos benefícios, e é uma questão de experimentar e se apaixonar. É uma modalidade que nos torna mais unidos, os treinos são uma espécie de trabalho em equipe, você nunca fica sozinho, ou estão esperando você ou você esta esperando e ajudando alguém.

Sem palavras para agradecer a Aline em compartilhar conosco a sua história. Logo estará de volta, para continuar sendo protagonista da sua vida, sempre procurando o seu bem-estar, a sua saúde e as suas prioridades. A Julinha certamente marcou e continuará marcando a trilha desta mãezona, que agora tem mais um grande desafio: conciliar a maternidade com os treinos! Pois os treinos não estão descartados da sua vida. Bora ser Maria’s da Trilha todos o dias!

Continuamos como Belas e Feras na Vida e na Natureza!!

2 respostas para “A “Maria” Aline – Gestação e maternidade aliada à corrida.”

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