Conhecendo a história dessa Maria das ULTRAMARATONAS

Hoje vamos contar a história da  ELOIZA, uma GIGANTE que enfrenta as ultra distâncias  em todos os locais e terrenos, e é fonte de inspiração para muitas corredoras que conhecemos. 

1- Nome:  Eloiza Testolin Rodrigues

2- Cidade: Caxias do Sul

3-Profissão: Técnica em Radiologia e acadêmica de Educação Física

4-Família: é onde existe amor, não necessariamente o mesmo sobrenome.

5- Como conheceu o trailrun?

Através de nosso trabalho. Eu e meu marido/treinador temos uma assessoria esportiva, a InspireRun, e estamos envolvidos com a corrida em todas as modalidades e o trail faz parte da nossa vida também. Inclusive minha história na corrida começou através do meu marido, meu maior incentivador.

6- O que motivou você a iniciar no trail run?

O contato com a natureza, a sensação de liberdade, lugares desconhecidos nos desafiando a cada passo, com terrenos e paisagens diferentes e que jamais pisaríamos se não fosse através dessas provas.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Comecei com as rústicas de 5 km, depois 10km no asfalto, depois provas de meia-maratona e assim foi. Minha primeira maratona foi em Porto Alegre, em 2004 e me identifiquei com as longas distâncias. Minha primeira ultramaratona foi em Rio Grande, 50 Km,  em 2006 e não parei mais.

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Realização com gostinho de quero mais. As pessoas perguntam o que penso durante uma prova longa. Penso em coisas boas e pessoas que me motivam, e em muitos momentos nossa mente fica vazia. Procuro correr feliz e com alegria. A sensação de terminar uma prova é indescritível e poder comemorar com os amigos que são a extensão de nossa família é maravilhoso.

9- Você nos disse que tem, com seu esposo, uma assessoria esportiva, a InspireRun.  Como são seus treinos?

Meus treinos são de acordo com a prova alvo. Alternados com musculação, treinamento funcional e a planilha de corrida.

10- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?

As dificuldades de “atletas da vida real” como nós que não vivemos somente do esporte, resumem-se na necessidade de “arranjar” tempo para os treinamentos, pois para provas longas os treinos são volumosos e despendem muito tempo de nosso dia. Mas quando amamos o que fazemos, conseguimos nos organizar.

11- O que você pensa à respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Importantíssimo. Estarmos bem orientados com um profissional da nutrição nos dá uma maior segurança e tranquilidade durante todo processo pré, durante e pós prova e  é tão importante quanto o treinamento físico.  

12- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Minha alimentação é simples, procuro suplementar o mínimo possível. Atualmente evito os alimentos com glúten e lactose, pelo desconforto que em excesso me causam. Nada de radicalismo, mas os evito. Durante os treinos, testamos tudo, hoje durante as ultras utilizo massa bifun (de arroz), palitinhos salgados, mariola, água, água de coco, água tônica, basicamente isso. Suplemento com sal e potássio. Chega um momento nas provas longas, que realmente não desce muita coisa, então no geral, muito mais líquidos do que sólidos. Durante as provas, intercalo minha alimentação para evitar estes “enjôos”. E pós prova, alimentação normal.

13- Quais provas te marcaram mais?

Todas provas deixam marcas, pois fazem parte de nossa história. Foram muitas provas importantes e  marcantes, onde posso citar, a Conrades, 89 Km,  na Africa do Sul; a BR 135 milhas, na Serra da Mantiqueira, na qual fui Campeã da categoria solo 6 Maratonas; a Badwater 135 milhas, no Vale da Morte, na Califórnia;  Desafrio Urubici 52 K; a Indomit; 24horas de Esteira; Ultra Desafio Farroupilha 24 horas  e inúmeras outras.

14- Qual será seu maior desafio em 2018?

A Ultramaratona dos Anjos, um sonho antigo que esse ano pretendo torná-lo realidade, juntamente com minha equipe.

15- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

As provas de trail run vêm se profissionalizando e crescendo com muita qualidade. Os eventos de corrida, inclusive os de trail se tornaram uma grande atração não apenas esportiva e sim familiar, pois acaba sendo um programa turístico e cultural para todos.

16- Qual prova você indicaria para uma Maria?

Primeiro, acho maravilhoso a presença feminina aumentando cada vez mais nas corridas em geral. Acredito que sempre começar por provas que tenham distâncias variadas, começando pelas menores e ir progredindo. Um passo de cada vez, e com muita paciência. Lembrem-se que a distância desejada é uma questão de tempo, que se adquire com treino e disciplina. E o mais importante é correr feliz seja onde for, curtir. Uma das provas que acredito ser adequada para iniciar no trail é o Circuito Trilhas e Montanhas, que oferece distâncias e percursos com graus de dificuldade para todos os objetivos.

17- Qual seus maiores sonhos dentro do mundo das corridas?

São muitos os desafios que tenho em mente. Um deles é participar da Arrowead 135, e completar a Copa do Mundo de Ultramaratonas. Mas essa prova, além de todo treinamento, tem um custo elevado, por isso, é necessário um planejamento a longo prazo. Participar da Ultramaratona dos Anjos é outro sonho de tempo, que como já disse, este ano pretendo realizar.

18- Na sua percepção, ser trail runner é… interagir e respeitar a natureza que nos proporciona o prazer em correr em seu meio e desfrutar de tantas sensações, belas paisagens, trajetos diversificados e o clima entre os corredores é de ajuda em meio as dificuldades que ao longo da prova aparecem.

19- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

Todo o esporte influencia de alguma forma várias áreas de nossas vidas e no trabalho mais ainda, onde podemos utilizar de muitas lições adquiridas em uma prova e a condição física que, melhorada, contribui para a realização de nossas tarefas, são alguns exemplos da influência da prática do esporte. E a corrida e o Trail em especial, nos presenteiam com um crescimento físico e mental.

 

Obrigada Elo, como assim os amigos a chamam, contar contigo para enriquecer nossas histórias foi demais.

As experiências trocadas nos dão enchem de coragem para continuar a enfrentar cada vez mais os nossos desafios.

Um beijão, Maria´s da Trilha

As Maria’s ficaram pelo RS no carnaval e conseguiram uma entrevista muito bacana com outra Maria Gaúcha! Divirtam-se com essa história!

1- Nome: Ana Paula Oliveira

2- Cidade: Porto Alegre

3-Profissão: Analista de Sistemas

4-Familia: Duas filhas (14 e 20 anos) e três gatas.

5- Como conheceu o trailrun? Em 2013, com o surgimento das corridas do CTM aqui no RS.

6- O que motivou você a iniciar no trail run? O fato de correr em meio à natureza.

7- Qual foi a sua primeira prova? Wine Run 2014 – fascinante!!!!!!

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail? Que eu nasci para isso. Correr em meio à natureza, respirando aquele ar puro, ouvindo aqueles sons que só nesse meio podemos apreciar, é algo fascinante, foi amor à primeira vista… desde lá não larguei mais.

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual? Sim, Veloz Assessoria Esportiva.

10- Como são seus treinos? Além da corrida faço treinamento funcional duas vezes na semana. Nos demais dias são treinos de corrida, e um ou dois dias off, depende do momento em que os treinos estão.

11- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições? Das 8h às 18h estou no trabalho. Treinos são sempre à noite durante a semana. Das 21h30 às 0h faço as tarefas de casa, e dou atenção às filhas. Nos finais de semana, preferencialmente, cedo pela manhã para ter o resto do dia livre para outras atividades com a família. A rotina é puxada. Para as competições, sempre tenho algumas horas de banco para poder me ausentar um ou dois dias, mas procuro avisar com antecedência para que não ocorram imprevistos.

12- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova? Tenho uma alimentação bem saudável. Mas quando a intensidade dos treinos aumenta, dou atenção aos alimentos que me dão mais energia e aos carboidratos. Não faço uso de muitos suplementos, apenas BCAA e R4. Pré prova, sigo com a rotina de alimentação normal. Durante a prova costumo consumir castanha do Pará, noz pecan, azeitonas, provolone Desidratado e Salame Italiano, entre eles utilizo carbo gel, mas meio a contragosto.

13- Quais provas te marcaram mais? Urubici 2015, minha primeira ultra, 52k… foi emocionante. E os 100k no Indomit 2016 SENSACIONAL!!!! Cada prova me traz momentos especiais e inesquecíveis, mas essas duas foram as que me marcaram mais até o momento.

14- Qual será seu maior desafio em 2018? 80k Half Mision Serra Fina.

15- Como você vê o momento do trailrun no Brasil? Vejo um grande crescimento dessa modalidade no país. O número de adeptos está crescendo cada vez mais. Mas ainda com pouco apoio e investimento. Com isso, as provas têm um custo muito alto, se comparado com provas na Europa e na América Latina. Estamos engatinhando, temos muito a aprender, mas estamos no caminho certo.

16- Qual prova você indicaria para uma Maria? TRC Perdidos… foi uma prova desafiadora, não tinha feito nenhuma prova com uma altimetria dessas e com nível de dificuldade maior do que as que estava acostumada. Finalizar essa prova me deu mais confiança na minha capacidade para me aventurar em desafios maiores.

17- Qual seu maior sonho dentro do trail? Chegar nos 170k do UTMB.

18- Na sua percepção, ser trail runner é… respeitar a natureza, gostar de desafios, ser solidário, amar as montanhas, respeitar o outro competidor e não vê-lo apenas como um adversário, mas sim como um parceiro de aventura, ser e ter espírito livre e mente aberta.

19- Por que você indica o trailrun como prática esportiva? Por que faz um bem enorme para a alma e para o coração. Ensina-nos a ser mais tolerantes, a ter paciência, a ser solidários, a estender a mão a quem precisa, nos tornando seres humanos melhores.  

Viram Maria’s  a Aninha de pequena só tem a aparência! Acha tempo para tudo e acha força na sua paixão pelo trailrunnig e pela natureza para cada vez ir mais longe!

Obrigada Ana Paula! Obrigada por essa aula de persistência e força de vontade!

Vamos Maria’s, vamos invadir as trilhas!!!

Maria’s da Trilha, belas e feras na natureza!

As Maria’s encontraram no interior do Rio Grande do Sul uma incrível Maria Gaúcha!

     Maria’s temos a grata felicidade de compartilhar com vocês a recente história dessa gaúcha! Guardem esse nome! E, se alinharem para largar do lado dela em alguma prova por aí, não se enganem que de frágil, essa Maria só tem a aparência! Vejam que empolagante e encantadora a entrevista dela!

1- Nome: Jasieli Tagliari Dalla Rosa

2- Cidade: Trindade do Sul/RS

3- Profissão: Controladora interna Municipal

4- Família: Meu exemplo de determinação.

5- Como conheceu o trailrun?

Estava com o grupo do meu treinador na Maratona de Porto Alegre em junho de 2017 onde foi minha estreia em maratonas, e lá o grupo comentou sobre uma prova no Morro Gaúcho em Arroio do Meio/RS do Circuito Trilhas e Montanhas que seria em julho, na outra semana pedi pro meu treinador se achava que poderia fazer os 30k e ele liberou e assim fomos para minha primeira aventura nas trilhas.

6- O que motivou você a iniciar no trail run?

Eu sou uma amante da liberdade, e diante da natureza nas trilhas e montanhas a sensação é de liberdade e conexão, conhecer lugares diferentes, se desafiar a cada novo percurso, ver a solidariedade que as provas de trilhas nos apresentam foi fascinante para me motivar a conhecer mais sobre este mundo e buscar provas trail run.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Minha primeira prova foram os 30k do Morro Gaúcho em Arroio do Meio em julho de 2017, uma prova dura, só tinha treinado estradão, não conhecia trilhas, foi dureza, lembro a primeira descida em trilha de barro fui patrolando tudo porque não sabia o que fazer heheh, ainda pra minha surpresa fiquei campeã da prova, sai de lá sem unhas, toda arrebentada hahah mas pensando quero distâncias maiores.

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Foi amor à primeira vista aquela sensação de que eu nasci pra isso, sai pensando qual seria a próxima aventura.

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual?

Eu treino com Franscisco R. Junior Tito de Porto Alegre um ultramaratonista com uma experiência incrível, em um ano de treinos sai de 02 ou 03 provas de 10km e 21km para uma ultramaratona de 81km, trabalho incrível, ser humano extraordinário, me transformou como atleta amadora e como ser humano. Moro a quase 500km de Porto Alegre mas conseguimos.

10- Como são seus treinos?

São em torno de 4 a 5 treinos por semana, dependendo a prova alvo, para TTT chegamos a ter 7 treinos por semana e treinar duas vezes por dia. São treinos de rodagem, intervalados, de velocidade, moro em uma cidade pequena que não tem pista, às vezes vou na cidade vizinha em um campo de futebol pra fazer tiros, e os longos são em estradão ou rodovia, que também é sem acostamento, mas vamos adaptando as condições.

11- Como concilia as tarefas do dia a dia, os treinos e as competições?

Como falo algumas coisas é preciso levar nas coxas, mas as primordiais a gente precisa fazer com amor que dá certo. Tenho filho de 16 anos, marido, casa, comida, trabalho o dia todo e algumas noites, faço musculação, pilates, dança. Gosto de fazer tudo bem-feito (menos faxina kkk), então meu dia às vezes começa às 04 horas da manhã pra dar conta, prioridade cuidar dos estudos do filho que está partindo para uma fase primordial, e assim planejando consigo ir dando conta, competições eles embarcam em muitas aventuras comigo, se não são eles algum amigo vai, e assim vou dando meu jeito, e adaptando, hoje todos já entendem minha ausência e o amor que tenho pelo esporte.

12- O que você pensa a respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Acho muito importante, é necessário ter o apoio de alguém, mesmo que você seja amador ou profissional o aporte nutricional faz toda diferença, ainda mais em ultramaratonas que tem uma duração muito maior. Além da nutricionista tenho um amigo Médico que tem estudado muito para me ajudar, e tem feito toda a diferença.

13- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Tenho uma alimentação bem caseira do interior, minha alimentação quase toda vem da roça dos meus pais e sogros, então grande vantagem já tenho ai.

Na noite anterior da prova costumo comer arroz, carne, massa sem glúten, tapioca, priorizo alimentos sem glúten porque meu corpo reage melhor, quanto mais longa a prova mais incremento no carboidrato.

Durante a prova sou minuciosa em tudo, diria quase calculista, uso gel de carboidrato, capsula de sal, isotônico, tudo depende a distância que estou fazendo, é preciso sempre estudar a estrutura da prova, o que ela oferece, e ver o que você precisa carregar, e claro testar tudo antes. No pós prova busco repor com quantidades de proteínas e carboidratos suficientes, se fico enjoada uso suplemento que é mais prático, ainda estou em testes devido a pouca experiência então sempre aprendo algo novo com meu corpo.

14- Quais provas te marcaram mais?

Não tenho um currículo extenso até porque tenho 1 ano e meio de provas, mas três provas que foram experiências incríveis:

– 30km Morro Gaúcho em Arroio do Meio/RS, 1º lugar geral;

– 50km da Indomit Costa da Esmeralda 2017, 1º lugar geral;

– TTT- Travessia Torres Tramandaí solo 82km realizada há alguns dias, 1º lugar geral, uma prova treinada, pensada, planejada onde tudo funcionou, mas o mais importante o grupo de amigos que fiz lá.

15- Qual será seu maior desafio em 2018?

Desde 2017 já vinha planejando meu maior desafio que seria a TTT 82km realizada dia 27/01/2018 e foi maravilhoso, deu um gás a mais pra começar o ano, sai campeã e com uma bagagem imensa.

Agora vamos planejar o resto da agenda conforme minhas condições físicas e financeiras, mas já tenho algumas provas certas: Volta Ilha em abril revezamento feminino, 50km Faccat Trail run em julho, e o Desafio Samurai 67km Mizuno Uphill em setembro. Quem sabe não rola uns 80k ou 100k de montanha ainda este ano treinador???

16- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

Vejo com grande crescimento, mas ainda com falta de investimento. As pessoas têm buscado alternativas para correria do dia a dia, sair do sedentarismo e da vida urbana isso ajudou crescer o trailrun, a variação de distâncias ajuda, pois todos podem participar, dos menos aos mais preparados.

17- Qual prova você indicaria para uma Maria?

Morro Gaúcho Arroio do Meio/RS, aquelas montanhas têm uma imponência, aquela natureza te faz dar valor a vida e as pessoas, é um momento incrível que as pessoas precisam passar por esta experiência.

18- Qual seu maior sonho dentro do trail?

Evoluir, aprender mais, trocar experiências, pois sou bem novata, mas tenho uma vontade imensa, depois que criar uma bagagem e pontuação começar a sonhar com o Ultra Trail du Mont Blanc – UTMB.

Quero buscar morros, montanhas e distâncias maiores. Mas sou bem realista, vontade e dedicação não me faltam, porém sabemos que os custos são altos e meu maior medo sempre é se terei condições financeiras, mas pra tudo tem seu tempo, então vamos indo.

19- Na sua percepção, ser trail runner é…

É amar e respeitar as montanhas, é entrar em contato com a natureza e se conectar com o universo, é aprender a ser solidário com as pessoas, é se tornar melhor como ser humano, é se desafiar e saber que quando tudo parece difícil o seu corpo e sua mente podem um pouco mais.

20- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

O trailrun promove um encontro entre pessoas de bem, pessoas evoluídas espiritualmente, pessoas que buscam melhorar a cada dia, então está aí uma ótima oportunidade para se tornar uma pessoa melhor e se desafiar diante das montanhas, ver que tudo é possível quando se tem dedicação.

Obrigada Jasi!!!

Que tua jornada no trail seja longa e repleta de realizações!

Maria’s deixem seus comentários, dúvidas e sugestões.

Aguardem que semana que vem tem mais “Na trilha com as Marias”.

MARIA’S DA TRILHA, BELAS E FERAS NA NATUREZA!

O Na Trilha com as Maria’s foi até Minas Gerais para conversar com a Juliana Pacheco Guimarães

Olá Maria’s aí está mais uma entrevista para inspirar vocês,uma Maria de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela conheceu o trailrunning em 2014 e hoje já realizou provas pelo país e no exterior! Em 2018 essa simpática Maria tem como objetivo aventurar-se pelos Alpes entre Suíça e França nos 53km da OCC uma das provas que fazem parte da maior festa mundial do trailrunning mundial o Ultra Trail du Mont Blanc! Confiram e aproveitem esse depoimento cheio de boas energias e motivação!

 VAMOS MARIA´S! VAMOS INVADIR AS TRILHAS!

1-Nome: Juliana Pacheco Guimarães

2- Cidade: Belo Horizonte

3-Profissão: Diretora Comercial

4-Família: Minha base

5- Como conheceu o trailrun?

Conheci o Trail Run, no final de 2014, após realizar minha 1ª maratona, de asfalto e no Rio de Janeiro. Nessa época, na periodização da maratona, já estava sem motivação para treinos no asfalto. E justamente na periodização, tive 3 lesões, antes da prova. Essas lesões quase me tiraram da prova, mas com muita persistência e foco consegui fazer a maratona. E depois da prova, e já sem querer treinar mais, um amigo me convidou para conhecer a trilha do Retiro das Pedras, pertinho de Belo Horizonte, e lá eu fiquei encantada com o desafio, e com as paisagens.

6- O que motivou você a iniciar no trailrun?

No início de 2015, eu treinava em uma assessoria, que o foco era totalmente asfalto. Ainda não tinha atletas com perfil de trilha. E eu logo comecei a pesquisar as provas, e me encantei com as imagens do Indomit Bombinhas, pedi autorização para realizar a inscrição, isso mesmo, tinha que ter autorização… rsrsrs e assim me enfiei nesse sonho de correr os 42K de Bombinhas.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Para os treinos de 42k de Bombinhas, eu fui fazendo provas pequenas de trilha. E primeira foi XTerra Mangaratiba, 21k. E detalhe de tênis de asfalto! Kkkkk

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Minha primeira percepção: Que pessoal doido, caminhando nas subidas. Como assim??hahaha

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual?

Hoje eu treino com o Iazaldir Feitoza, atleta de elite e atleta patrocinado pela Asics. O Time chama: Iaza Trail Running Team

10- Como são seus treinos?

Treino de 3 a 4 x por semana, com treinos de rodagem no asfalto, treinos de tiro (intervalados), e treinos nas trilhas aos finais de semana, o famoso longão.

11- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?

Bom, essa parte é uma doideira. Pois tenho um filho de 11 anos, que há bom tempo já acompanha essa loucura, de me ausentar para treinar, e me ausentar para competir. Graças a Deus é bem resolvido! O negócio é fazer tudo com amor, e priorizar primeiro ele, o Davi, e depois, encaixo meus treinos, e com eles o trabalho.

12- O que você pensa a respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Acredito que todo atleta amador ou não, deveria investir em um acompanhamento nutricional. Isso faz toda a diferença, principalmente Atletas de Trail Run. Devido ao longo tempo que se encontra em provas e treinos. A Nutrição é responsável, no meu ponto de vista de 80% de sua performance.

13- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Minha alimentação pré prova, digo assim, antes de uma prova, a noite antes é massa (pratão de macarrão). Durante a prova, dependendo de qual prova, no calor costumo comer menos, procuro comer mais frutas, barra de proteína, castanhas, e alguma fonte de carboidrato de fácil absorção, pois no calor não tenho tanta fome assim. No Frio não varia muito, mas vai muito da minha percepção de fome. Juro! Procuro hidratar bem, para evitar câimbras. Que nesses 4 anos de trail tive 2 x no máximo graças a Deus!

14- Quais provas te marcaram mais?

Claro a minha primeira de trilha: Indomit Bombinhas (42k) – 2015

Depois a 1ª Ultratrail – Indomit Pedra do Baú 2016

Mountain Do Deserto do Atacama – 42K – 5 ª geral

APTR Videiras – de 55K foi para 63K, eu vindo de lesão, e ainda fiquei com o 5 ª geral. – 2017

A que fui campeã – 42k Turtle Run – em 2017

Indomit Costa de Esmeralda – 50km – 2017

15- Qual será seu maior desafio em 2018?

Ahhh 2018 será inesquecível se Deus ajudar.

OCC – é o foco total. Mas tenho Ultra dos Perdidos antes – 45k (baita desafio) e pré isncrita no El Cruce final de dezembro. Doideira né?

 

16- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

O trailrun está em ascensão no Brasil. Tenho visto as provas crescerem, mais organizadores com um olhar mais interessado. Isso é muito bom para o esporte.

17- Qual prova você indicaria para uma Maria?

Indomit Bombinhas – prova e percurso lindo, desafiadora. E além de ter distâncias menores, ideal para quem está começando no mundo trail.

18- Qual seu maior sonho dentro do trail?

Desafiar sempre. E ser feliz!

Muitas pessoas me perguntam, porque eu com a bagagem de provas e treinos que tenho, ainda não fiz distâncias acima de 80k. E eu digo: minha paixão pelo trail é o visual, as montanhas.

A vibe do dia!

Esse ano minha meta são altimetrias maiores. Subir morro. Quem sabe ano que vem, pense com mais carinho aumentar distancias Mas por enquanto sou feliz nas distancia entre 42, 50, 55 e até 65K.

19- Na sua percepção, ser trailrunner é…

Ser trailrunner é se apaixonar a cada dia por uma trilha diferente. Pela natureza! É se tornar forte a cada treino, prova. E ter como desafio a próxima montanha!

20- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

O Trail run te tira da zona de conforto. E o contato com a natureza, te renova espiritualmente.

Obrigada Jú! Obrigada pela gentileza em dividir conosco a tua história, parabéns por tua jornada!

Boa sorte nos treinos e competições hoje e sempre!

Gurías deixem seus comentários, suas impressões e suas dúvidas, vamos Maria’s!

Semana que vem, outra Maria nos trará mais uma história de amor e paixão ao trailrunning!

MARIA’S DA TRILHA, BELAS E FERAS NA NATUREZA!

 

Entrevista com Nadjala João, uma Maria do Rio

Vamos lá MARIA’S como prometido aqui está a entrevista com nossa primeira Maria, uma Maria do RIO. Esperamos que desfrutem dessa história e que a experiência dela sirva de incentivo para vocês, para nós já serviu. Uma história extremamente inspiradora e capaz de fazer com que continuemos na busca dos nossos objetivos como atletas AMADORAS do TRAILRUNNING!

Vamos Gurías, vamos invadir as trilhas!

1- Nome: Nadjala de O. Richard João

2- Cidade: Rio de Janeiro

3-Profissão: Assistente Social

4-Familia: É a bateria para seguir sempre em frente.

5- Como conheceu o trailrun?

Foi participando de uma prova. Antes, corria só provas de asfalto e nem tinha ideia dessa modalidade. Fiquei encantada em poder correr em contato com a natureza e como ela me ajudaria pra vida mesmo. Digo isso, pois sempre tive alguns medos e vi que esse esporte me ajudaria de alguma forma.

6- O que motivou você a iniciar no trail run?

Primeiro, foi o fato de correr livre na natureza. O segundo motivo seria de se conectar com o desconhecido, e enfrentá-lo quando necessário. Na minha cabeça, não chamo de prova e sim jornada (uma mais curta, outra mais longa) cada qual com seu mistério, dificuldade e especificidade. Eu fico vivendo aquilo de forma saudável, sem neura, só com compromisso de treinar para poder desfrutar dos quilômetros da forma que vou imaginando ao longo de cada ciclo.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Foi lá em 2012, na antiga k21 Arraial do Cabo (WTR Arraial do Cabo – atualmente). Foi em dupla, 10,5m para cada.

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Que era muito mais legal correr conhecendo lugares incríveis, o que normalmente no circuito de turismo, seria impossível. E atualmente, o que me fascina é que cada jornada que faço, a natureza me ensina grandes lições. Sigo só agradecendo.

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual?

Sim. Treino com Iazaldir Feitoza – Iaza Trail and Road Team

10- Como são seus treinos?

Depende muito do momento e da periodização. Agora, estou no momento de readaptação do corpo, já que desde o final do ano passado, estava treinando para realizar uma maratona de asfalto no início de janeiro desse ano. Curto muito um treino dinâmico com variados tipos de terreno. Acho importante. Meu corpo reage superbem. E aqui no RJ, fica fácil variar.

Além da corrida, faço musculação, spinning e exercícios funcionais que ajudam demais.

11- Como concilia as tarefas do dia a dia, os treinos e as competições?

Procuro levar tudo de forma leve. Nessas horas é que entra a força de vontade, o foco e o querer. Sim, esse para mim é o mais importante. Você precisa querer muito para driblar os obstáculos e seguir. Sempre digo que o processo de treinamento é mais difícil que o grande dia. E que é preciso ser determinada para passar por ele com tranquilidade.

12- O que você pensa a respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Acho importante ter um acompanhamento nutricional. O nosso corpo é muito complexo, e nada melhor que um profissional para te ajudar da forma correta. Sou muito agradecida a minha nutri por todos os desafios conquistados. Uma má alimentação/suplementação pode te tirar de uma prova.

13- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Eu não tenho regras. Sou muito flexível. Tudo depende do tipo de jornada.

Principalmente nas mais longas, sempre tenho uma orientação para semana da prova (priorizando certos alimentos e muita hidratação) durante a prova (um esquema de alimentação a cada 1 hora) priorizando o que a prova oferece, com objetivo de levar apenas o essencial na mochila. Ao longo do tempo e com a vivência das provas, vamos aprimorando a dieta. E sempre visando a melhor recuperação do corpo, uma boa alimentação e hidratação, principalmente nas primeiras refeições depois de cada prova.

14- Quais provas te marcaram mais?

Fiz boas e grandes provas, mas essas foram incríveis.

* Vulcano Ultra Trail no Chile 100km. O clima estava hostil. Acho que foi a pior edição deles. Ficamos perdidos na montanha, por conta do vento de 90km/h que retirou toda marcação daquele ponto. Isso com temperatura de -2 graus no momento. Lembro de cada minuto desesperador nesse ponto.

*TDS- UTMB (120km): Vivenciei ela por 7 meses, até o grande dia. Foi super intenso, acho que até exagerado. Aprendi muito com ela. O grande dia foi maravilhoso, estava feliz e realizei uma prova leve.

*La Thuille Trail – Valle d’ Aosta (Itália) – Uma prova de 25km em uma região linda, super técnica e pesada, em que tive que ser forte e trabalhar alguns medos para poder seguir no percurso.

* Verticale Du Grand Serre – Meu primeiro KM Vertical, no circuito mundial de skyrunning. Uma modalidade totalmente diferente do que tinha feito até hoje, pelo qual fiquei apaixonada.

15- Qual será seu maior desafio em 2018?

UTMB – 171km. Uma longa jornada passando por três países, dando a volta no Mont Blanc.

Já comecei a interiorizar como será mágica. Fico imaginando como será cada km. O maior desafio será passar 2 noites correndo, mais por não saber como o corpo vai reagir.

De certa forma, é isso que me fascina, me dá mais garra para seguir com os treinos e algumas provas na periodização até lá.

16- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

Ainda engatinhando. Vejo como algo novo, que necessita de um amplo debate para o seu desenvolvimento. Nas potências mundiais, já existem trabalhos de base com jovens, proporcionando a descoberta de novos talentos, inúmeras provas consolidadas e altamente competitivas, o que eleva o nível dos atletas.

Na torcida pelo crescimento da modalidade em nosso país.

17- Qual prova você indicaria para uma Maria?

São tantas provas bacanas que participei, que é até difícil de escolher.

Primeiro, devemos pensar no perfil de cada prova. Existem as mais rápidas, as mais travadas e técnicas e as que misturam um pouco de cada característica.

Gosto muito de provas que oferecem variadas distâncias, dando oportunidade para quem está iniciando nesse esporte, para os mais experientes e para toda família (inclusive com corrida kids).

Dentro desse perfil de circuito, indico a Vulcano Ultra Trail, no Chile (com distâncias variadas) em um lugar incrível, no pé do Vulcão Osorno. Acontece sempre em dezembro. Amo aquele lugar. Já participei 2 vezes e ainda pensando se volto nessa temporada rs.

E uma prova com perfil mais rápido, super linda é a Endurance Challenge São Francisco (Califórnia) 50 milhas (80km). Como é a etapa final dos EUA, vários atletas da Elite mundial marcam presença.

Fiquei encantada com o percurso. Já com inscrições abertas para 2018 – Será em novembro.

18- Qual seu maior sonho dentro do trail?

Como procuro viver de forma intensa cada jornada programada para tal ano, ainda não pensei sobre o assunto. Tudo comigo aconteceu de forma natural, inclusive o aumento das distâncias. Penso que tudo tem o seu tempo, sua hora. E outra, você precisa se sentir feliz naquela distância e não apenas fazer por fazer. Quero fazer uma grande jornada, algo espiritual, não sei o ano ainda, então por enquanto vou dando passos (provas), conhecendo meu corpo, sabendo os meus limites e realizando essa conexão por montanhas incríveis.

19- Na sua percepção, ser trail runner é…

Se aventurar com as próprias pernas pela natureza, respeitando e cuidando daquele ambiente.

20- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

O trailrun é uma prática saudável, em contato com a natureza que traz muitos benefícios para a saúde tanto do corpo, quanto mental.

Obrigada Nadjala!!! Obrigado por compartilhar a sua história! Estamos muito feliz por isso!

Gurías deixem seus comentários e suas impressões desse depoimento bárbaro e cheio de amor ao nosso esporte!

Semana que vem, outra Maria nos brindará com sua trajetória! Uma Maria de Minas!

MARIA’S DA TRILHA, BELAS E FERAS NA NATUREZA!