Prevenção de lesões e cuidados de fisioterapia em atletas de corrida em trilha.

Matheus Kowalski Fisioterapeuta com experiência no Brasil e no Exterior, sócio fundador da Clínica Suporte Reabilitação Esportiva em Porto Alegre RS e um dos que acreditam em nosso projeto desde que nascemos, nos deu uma super entrevista com dicas e recomendações acerca da prevenção de lesões e cuidados de fisioterapia em atletas de corrida em trilha. Vamos lá Maria’s, vamos aprender um pouco com esse nosso Amigo! 

#somostodasmariasdatrilha

@matheuskowalski_fisio

Entrevista com Manuela Onzi a mais jovem das integrantes do Team Maria’s da Trilha – palavras doces que contrastam com uma atitude determinada quando soa o sinal da largada.

  1. Quem é a Manu além de atleta amadora de corrida em trilha?

Sou a irmã mais nova de 4 filhos do Enio Onzi e da Marinês Onzi. Faço parte de uma família apaixonante, onde cada um, luta do seu jeito para buscar sonhos e ideais. Meus pais me ensinaram que com fé e coragem posso alcançar o que preciso. Não consigo imaginar uma vida sem Deus e oração. Tenho como premissas de vida, o respeito, a empatia e a confiança.

No trabalho, sou uma apaixonada pela educação, principalmente de crianças pequenas. Sou professora de Educação Infantil e atualmente Supervisora Educacional, no município de Farroupilha. Ser professora é uma realização, pois diariamente observo nos olhos das crianças o futuro do mundo.

Tenho amigos muito especiais, estes me trazem paz e muita diversão. Sou feliz por saber que posso contar com eles.

Enfim, gosto de ajudar o próximo, compartilhar ideias, levar uma vida simples, ficar em casa, conversar e ser feliz.

  1. Como e por que iniciou a correr?

Nas terças-feiras a noite, um grupo de corrida possui o hábito de correr pelas ruas da cidade de Farroupilha. Sendo assim, recebi um convite de uma amiga, a Thaile Amaral Dall’Igna, para correr junto com eles. Em uma noite qualquer, decidi me desafiar. Iniciei correndo 3km, depois intercalava corrida com caminhada. A partir daí, não parei mais. Comecei a conquistar amizades e mais confiança a cada passada. Então, combinávamos corridas pela parte da manhã, antes do trabalho e nas quintas-feiras a noite. Hoje, aquele grupo que era desconhecido e admirado, é o meu grupo.

  1. Como e a quanto tempo chegou ao trail running?

No início, não possuía preferencias. Participava de corridas em asfalto e trilhas. Porém, com o tempo, meu coração ficava mais feliz quando entrava na mata. Sentia dificuldade em respirar ao correr em asfalto, pois os percursos não se mostravam variados e aquilo me entediava. Na trilha o ar parece ser mais puro, o verde me revigora, o cheiro de terra faz com que eu lembre da minha infância e das minhas raízes. O bem-estar e as belezas que a natureza proporciona me mostram que o meu lugar é a “trilha”. Nasci e ainda moro no interior da cidade, então poder correr em trilhas faz com que eu me sinta “em casa”. Além disso, devido ao local que moro, para treinar em “trilhas” é só colocar um tênis e dar alguns passinhos. Pronto! Estou no meio do mato.

  1. Você sempre fez parte de assessoria ou treinou com orientação de treinador?

Sim, desde o início faço parte da “Associação Farroupilha Runners”. Tenho muito respeito pela associação a qual participo, afinal foi ela que me apresentou ao mundo da corrida. Iniciei a treinar com auxílio de um treinador há aproximadamente 1 ano.

  1. Como faz pra conciliar os treinos com a sua profissão?

Costumo ser bem fiel a minha planilha. Então, todos os dias, no final da tarde, coloco meus tênis e vou treinar. Tenho em mente que por mais que não esteja motivada, eu preciso ter disciplina.

  1. Como vê o momento e a evolução do trail feminino?

Por muito tempo, as mulheres foram ensinadas a se submeterem aos desejos de outras pessoas, e essa “regra” limitou as vidas de muitas, que se viram obrigadas a abandonar os seus sonhos e autenticidade. Hoje em dia as coisas estão diferentes e estamos caminhando para uma mudança. Temos mais espaço para nos expressarmos verdadeiramente, exigir nossos direitos e escolher nossa felicidade acima de qualquer coisa. Penso que o “Trail Feminino” está agregando muito nesta nova forma de ver as mulheres. Somos muito fortes e capazes. Maria’s são capazes de invadir as trilhas e arrasar!

  1. Como você vê o papel dos grupos e assessorias na consolidação do trail running como modalidade esportiva em pleno crescimento no país?

Penso que acima de tudo precisamos apoiar uns aos outros. Ter um grupo/assessoria, faz com que a corrida se torne mais comprometida e segura. Devemos nos sustentar na ideia de que corremos pelos mesmos objetivos. Saúde, bem-estar, superação e felicidade.

  1. Como você se sente sendo parte do primeiro Time exclusivamente de mulheres do trail nacional?

Feliz, grata e motivada. Fazer parte do time faz com que eu me sinta responsável pelo esporte.

  1. O que espera do prosseguimento do ano esportivo no país depois que tudo voltar ao normal e possamos retomar nossas rotinas?

Acredito que muitas coisas irão mudar e não serão fáceis, não só no mundo do esporte. Mas, estou encarando tudo isso, como um momento de aprendizado. O mundo precisa mudar a forma de ver a vida e as pessoas. Este tempo de isolamento nos mostra que as pessoas devem ficar em primeiro lugar e que a vida é o dom mais precioso que temos. O corredor possui como caracteriza a reinvenção. Vejo que muitas pessoas estão treinando em casa, no pátio, nas escadas. Isso mostra comprometimento com o esporte. Então, acredito que o retorno, com respeito, responsabilidade e cautela será profícuo.

  1. Qual seu principal sonho dentro do nosso esporte?

Meu sonho é ficar velinha e continuar com a motivação e entusiasmo para correr. Meu sonho é fazer do esporte um hábito eterno.

Obrigada Manu, que teu carinho, juventude e energia contagiem mais e mais mulheres e que elas criem coragem ou sintam-se revigoradas para cada vem mais invadirem as trilhas!

@manuelaonzi

Resultado da Pesquisa “As Maria’s querem saber!”

Olá Maria’s, hoje vamos divulgar os resultados da nossa pesquisa denominada “As Maria´s querem saber”, que foi realizada pela internet nas nossas páginas do Instagram e Facebook, durante 10 dias no mês de abril de 2020 onde obtivemos 211 respostas.

O principal objetivo era mapear as características básicas e interesses das mulheres brasileiras que praticam a corrida em trilha no nosso país.

Ficamos muito satisfeitas, pois recebemos respostas de todo o Brasil. Nos surpreendemos de forma positiva no que diz respeito a região que vivem, pois 63,5% das participantes informaram que são de locais que não a cidade de Porto Alegre RS, sede das Maria´s da Trilha. Isso comprova o nosso alcance e que o projeto está conseguindo cumprir o objetivo de disseminar o esporte.

Ao analisar as respostas e realizar o tratamento das mesmas, verificou-se que a faixa etária predominante destas mulheres está entre os 31 e 40 anos de idade, representando um percentual de 36,5% das respostas, em um total de 77 mulheres, das 211 participantes da pesquisa.

Fonte: Pesquisa Maria’s da Trilha Abril 2020

Outras 57 respostas, o que equivale a 27% do total, informaram que a corrida em trilha não é o seu esporte principal, o que para nós deixa claro que temos ainda muito o que conquistar.

Fonte: Pesquisa Maria’s da Trilha Abril 2020

Quanto ao tempo que praticam a corrida em trilha, 118 mulheres responderam que conheceram o nosso esporte no máximo há 3 (três) anos. Isso nos faz entender que temos uma quantidade considerável de mulheres aderindo ao trail nos últimos anos, o que nos deixa mais uma vez muito felizes, pois o nosso projeto também completará 3 (três) anos no final de 2020.

Fonte: Pesquisa Maria’s da Trilha Abril 2020

Entre as distâncias mais praticadas pelas entrevistadas destacam-se: até 20 km – tem a preferência com 42,7% das nossas corredoras, depois dos 21 até 42 km – com 28,4% das respostas. As duas faixas de distância somaram 150 respostas, o que representou 71,1% do total.

Fonte: Pesquisa Maria’s da Trilha Abril 2020

Esta característica de público aliada ao tempo de prática entre 0 (zero) e 3 (três) anos explica o porquê ainda temos poucas mulheres em provas de distâncias acima de 50 km no Brasil. Por outro lado, demonstra que chegaremos em números maiores de participantes em breve nessas distâncias se analisarmos a evolução e a entrada de novas mulheres no esporte.

Em relação aos treinos específicos de corrida que realizam e atividades complementares em geral, além de horas dedicadas à sua preparação, temos os seguintes resultados: 49,3% delas treinam especificamente corrida 3 (três) vezes na semana.  Outras 56 respostas, ou seja, 26,5% delas declaram que dedicam 3 (três) dias da semana para sua preparação total (entre corrida e outras atividades), utilizando em média de cinco até sete horas semanais para estas atividades. Isso tudo demonstra uma normalidade dentro dos protocolos utilizados por diversas assessorias esportivas, quando o objetivo visa a pratica do esporte participativo. Quando questionamos o acompanhamento e orientação de assessorias, verificamos que em 84% doas respostas, equivalente a 178 entrevistadas, treinam com orientação de profissionais capacitados. Nesta questão devemos recomendar para as que não possuem treinador, que hoje existem, inclusive, diversas assessorias que trabalham com a orientação remota, planilhas online e feedback por aplicativos. Vale a pena pesquisar e buscar este assessoramento.

Fonte: Pesquisa Maria’s da Trilha Abril 2020

Quando questionamos o acompanhamento e orientação de assessorias, verificamos que em 84% doas respostas, equivalente a 178 entrevistadas, treinam com orientação de profissionais capacitados. Nesta questão devemos recomendar para as que não possuem treinador, que hoje existem, inclusive, diversas assessorias que trabalham com a orientação remota, planilhas online e feedback por aplicativos. Vale a pena pesquisar e buscar este assessoramento.

Sobre a necessidade e acompanhamento de fisioterapia, ficamos preocupadas, pois 70% das que responderam à pesquisa já sofreram lesões que lhes tiraram dos treinos por mais de uma semana e somente 52% do total de entrevistas realizam acompanhamento com fisioterapeuta.

Um número que nos trouxe certa surpresa é que houve um empate entre as que realizam acompanhamento nutricional e as que não realizam. Bom, com relação a isso, realmente sabemos que a procura de um nutricionista muitas vezes está engajada a perda de peso. Mas não podemos deixar de mencionar que para a pratica esportiva ela se torna importante tanto para que se consiga obter o aporte nutricional para a realização das atividades, quanto para que não tenhamos uma perda de rendimento na vida cotidiana, em virtude de um déficit de algum nutriente recrutado pelo organismo para a pratica do nosso esporte.

Outros dados levantados em nossa pesquisa, as participantes declaram que que já correram provas de trail em todas as regiões do país, o que apresenta, mesmo que anda de forma desigual a crescente disseminação do trail pelo Brasil, a crescente oferta de provas, mesmo que necessitando de alguma regulação por parte dos órgãos de gestão do esporte no país e o fervilhante e crescente mercado do trail running que não para de se expandir.

Quando perguntadas se já tinham corrido fora do país, e essa pergunta não distinguiu asfalto e trilha o resultado obtido foi de que 121 mulheres que responderam já correram fora do país, o que demonstra que as mulheres brasileiras andam se aventurando mundo a fora, tendo corrido provas em lugares bem interessantes, desde 10km na Islândia até 160km no Nepal. O local fora do Brasil onde essas mais correram foi na nossa vizinha Argentina.

Por fim, entre os assuntos de maior interesse, quando lhes pedimos para escolherem, numa lista com 12 assuntos, em que poderiam optar por mais de um, os três mais votados foram:

Prevenção de lesões na pratica da corrida em trilha, assunto esse que será abordado em podcast onde estará conosco Matheus Kowalski, fisioterapeuta fundador da Suporte Reabilitação Esportiva.

Os outros assuntos mais votados foram:

Exercícios de fortalecimento para a corrida em trilha, este produziremos uma matéria para o nosso site.

E o terceiro mais votado foi:

Análise de prova futura, planejamento de tempo de prova e leitura de perfil altimétrico, assunto que abordaremos em roda de conversa presencial das Maria’s da Trilha.

Fonte: Pesquisa Maria’s da Trilha Abril 2020

Os demais assuntos vamos produzir conteúdos conforme a demanda do nosso público, mas a pesquisa, graças a participação de mulheres engajadas e que acreditam no nosso projeto, nos deu uma ideia daquilo que interessa essas inquietas e determinadas mulheres!

Informamos que em momento algum nossa pesquisa se propôs a outro objetivo, que não o de nos apresentar uma noção básica de quem são as mulheres brasileiras que andam se aventurando no mundo das trilhas.

Fiquem ligadas, em breve estaremos apresentados mais conteúdos interessantes acerca do mundo das trilhas!

Vamos lá gurias, devemos nos manter ativas e prontas para o que der e vier, a final somos todas Maria’s da Trilha!

#somostodasmariasdatrilha

Quem são as mulheres que se aventuram nas trilhas pelo Brasil?

Olá Gurias! Apresentaremos neste podcast o resultado da pesquisa denominada “As Maria’s querem saber!” , pesquisa realizada por 10 dias no mês de abril de 2020 em nossas redes sociais no Facebook e Instagram, além do nosso grupo de WhatsApp em que recebemos 211 respostas. 

Venham conosco e conheçam um pouco mais dessas mulheres!

#somostodasmariasdatrilha

@mariasdatrilha

Robertinha decidiu que estava na hora de se aventurar por aí!

As Maria’s da Trilha estiveram presentes na Indomit Pedra do Baú – São Bento do Sapucaí-SP, prova que aconteceu em 14/03/2020. As nossas Robertinha e Daiane Dias realizaram suas provas e conquistaram seus objetivos por lá. Hoje vamos trazer as impressões da Roberta para vocês. Já adiantamos, muita maturidade e consciência nas palavras dessa nossa Maria, aproveitem!

A escolha da prova Indomit Pedra do Baú foi em 2019 quando assisti alguns conhecidos fazendo a prova e comentando da organização e do visual, então na curiosidade fui pesquisar sobre e vi muitas fotos, li muitos relatos e assisti vídeos. Pesquisei sobre a cidade de São Bento do Sapucaí que é um dos pontos mais altos em São Paulo, o complexo do Baú, que é formato por três montanhas de pedra, Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata, dependendo da distância que você escolhe para fazer a prova passa pelas três montanhas.

Depois de analisar em que distâncias estava treinando e competindo no trail running em 2019 onde fiquei mais focada em distâncias médias resolvi que em 2020 eu ia subir mais um degrau nos desafios, iria me arriscar em provas acima de 30km fora do Rio Grande do Sul, outro ponto do desafio foi aumentar o desnível, acostumada com desnível em média de D+ 1400, fui para mais de 2000.

Então, em janeiro 2020 comecei a preparação com base e depois em fevereiro com o específico, e digo que foi bem complicado os treinos, se eu achei que tinha sofrido treinando pra Uphill em 2019, treinar para essa prova foi fogo, com o aumento do volume tive duas sobrecargas do lado direito, uma sobrecarga na pata do ganso e uma sobrecarga na banda iliotibial, o que me deixou apavorada, essa é a palavra, mais que apavorada veio a ansiedade e mais que isso, a incerteza se iria me recuperar a tempo. Praticamente treinei todo o específico com dor e tratando com fisioterapia desportiva.

Chegamos em São Paulo em torno das 13h, o próximo passo era pegar um carro alugado e ir até São Bento, e por lá chegamos no final da tarde indo direito na retirada do kit na Pousada do Quilombo, onde seria a chegada da prova, olhar todas aquelas montanhas e aquele visual só aumentava a apreensão pré prova, era hora de fazer uma blogueiragem com fotos pré prova e já seguir para a pousada que era bem perto, alias tudo é perto em São Bento, uma cidade pequena, acolhedora e muito bem cuidada.

A pousada Quintal Sem Fim também era ótima, perto de tudo, inclusive da largada que acontece no centro e da chegada que acontece no local da retirada do kit. Outro ponto da pousada é a cozinha coletiva e como estávamos em bastante pessoas da Veloz (Assessoria onde treino) optamos por fazer a janta lá e jantarmos todos juntos com a famosa massa e frango pré prova. Hora de traçar a estratégia de prova com o professor Eduardo Campelo, e depois fui acompanhar a largada dos 80 km que acontecia às 22h de sexta. Foi muito bacana ver os corajosos da maior distância da prova largarem a noite e vivenciar uma prova de alto padrão como é a Indomit.

Sábado bem cedo era a nossa largada às 6h da manhã, e ninguém dorme direito pré prova, pois as 4h levantamos e correria para se trocar e fazer café, pois a pousada só servia às 5h o café da manhã e só aproveitei o café preto deles o resto não arrisquei comer nada diferente.

Amanheceu fresquinho em São Bento as largadas dos 35 km e 50 km foram juntas e boa parte do percurso também.

Digamos que o começo da prova lembra a Uphill asfalto com inclinação leve de subida e foi uns 3km…4km tranquilos e passado isso começou uma das partes mais difíceis da prova com subidas que pareciam infinitas, mas eu sabia que seria assim até o km 20, o gasto energético ali era bem grande e por isso tinha que estar sempre atenta à hidratação e alimentação, qualquer erro poderia custar caro, pois depois do km 20 começavam as descidas longas e mais adiante um sobe e desce até o final da prova.

Quanto mais subia mais lindo ficava o visual, aquela imensidão das montanhas, as nuvens, o nublado, aquele verde reluzia aos olhos, tudo parecia uma pintura até o sol começar a raiar.

Fui com a estratégia de completar a prova e não arriscar nada até os km 20 e digo que quando começou as descidas a vontade era colocar o pé e acelerar, mas por precaução e por ser uma prova bem longa em relação a exposição resolvi seguir no mesmo passo bem devagar, depois de todos problemas que tive não dava pra arriscar e ter dores no joelho de novo. Optei por parar em todos postos pegando água gelada, gatorade e quase nada do que comer, pois eu tinha tudo que iria consumir, mas sentia muita sede, então sempre abastecia bem. Também tive que lidar com problemas gástricos pela metade da prova, coisa que nunca tinha me acontecido em prova, mas em virtude da viagem e da alimentação mudar um pouco não me surpreendeu esse contratempo.

O percurso é um misto de três pisos asfalto, estradão e trilhas, as trilhas eram abertas e fechadas tinha para todos gostos.

Gostei muito de vivenciar essa prova foi uma experiência enriquecedora, acertei em me aventurar numa prova em terreno de montanha que eu desconhecia, em cada pedacinho percorrido, eu abria um sorriso, cada km era uma vitória contra as dores e o querer completar falou mais alto, pois eu percebia que ali eu era eu, minha cabeça, meu corpo em meio a natureza, por horas um silêncio e por outros momentos aqueles barulhos dos atletas no percurso e os sons da natureza e dos animais. Atravessar aqueles 37km nas montanhas de São Bento foi uma experiência indescritível pra vida.

Já na reta final da prova o calor começou a pegar e o cansaço também, mas achar o professor no últimos 3km deu um gás, ele falando o que tinha que fazer deu até mais confiança e consegui impor um ritmo mais forte de corrida, porque aquele último km de subida até o pórtico foi uma tortura, já era meio dia e o sol estava me matando de tanto calor, todo mundo que estava ali perto dizia tá chegando e não chegava nunca. Cruzar aquele pórtico era meu maior desafio e levantar aquela faixa com aquele visual da Pedra do Baú atrás vai ficar guardado no meu coração como meu maior desafio até hoje no trail.

Sobre a prova é tudo aquilo que falam, organizada, bem estruturada a cada 5km tinha postos uns com hidratação outros com alimentação o que facilitou não ir com a mochila pesada. O visual compensa qualquer coisa, as paisagens são deslumbrantes faz o coração vibrar a cada km percorrido.

Indomit Pedra do Baú Ultra Trail muito mais que uma corrida é uma experiência de vida.
Obrigada Robertinha querida por compartilhar conosco sua experiência! Que seu exemplo, simplicidade, constância e maturidade seja inspiradores para outras de nós que desejam galgar mais degraus em suas vidas!

Obrigada Robertinha querida por compartilhar conosco sua experiência! Que seu exemplo, simplicidade, constância e maturidade seja inspiradores para outras de nós que desejam galgar mais degraus em suas vidas! 

@robertinhapoa

Somos mais parecidas que podemos imaginar! Entrevista com Faby Rosa, uma Maria do mundo bem real!

1. Quem é a Faby Rosa?

Mãe de 3 filhos, 42 anos, chefe de família, dona do lar, profissional liberal (cabeleireira), no momento também cursando Faculdade de Educação Física, atleta amadora, apaixonada pela corrida, um amor maior na corrida em trilha. Faço de tudo para me manter em movimento, apesar de todas as responsabilidades que tenho no dia a dia.

2. Desde quando corre e por que iniciou a correr?

A corrida entrou na minha vida, por insistência de uma amiga (pois, não queria de jeito nenhum correr). Já no primeiro treino fiz 7 km sem parar, dali em diante nunca mais parei.

3. Como chegou ao trail running?

A mesma amiga insistente que me levou para a corrida me apresentou o trail running.

4. Em que momento fez a transição do asfalto para o trail?

Na primeira prova de trail running, ali aconteceu a transição entre o asfalto e as trilhas, indiscutivelmente foi amor à primeira trilha .

5. Você sempre treinou com orientação de treinador?

Não, nem sempre. Nos dois primeiros anos, me aventurei sem treinador. Só tinha uma rotina de academia fazendo treinos de fortalecimento e musculação. Faz três anos que tenho acompanhamento com treinador de corrida, tive uma evolução absurda.

6. Como faz pra conciliar os treinos com a vida de mãe e profissional liberal?

O dia é planejado de acordo com minha agenda de atendimentos , estudos , tarefas de casa e filhos. Normalmente treino no início da manhã, mas também quando os horários não batem (imprevistos) , treino no horário que sobra, às vezes entre um atendimento e outro.

7. Como vê o momento e a evolução do trail feminino?

Crescendo de uma maneira linda de se ver, e ao mesmo tempo consciente.

8. Como você vê o papel dos grupos e assessorias na consolidação do trail running como modalidade esportiva em pleno crescimento no país?

Importante e fundamental a união das assessorias e grupos, com base na fomentação e disseminação sempre levando para o lado positivo da corrida em trilha. Com tudo o cenário mudou para a normatização das provas oficiais, priorizando como modalidade esportiva em crescimento satisfatório.

9. O que deixou de fazer no cenário do esporte neste 1º semestre em virtude das medidas de combate a Covid-19 e o que tem feito para manter-se ativa em tempos de isolamento?

Obviamente os treinos foram dando espaço para o isolamento, a natação, as corridas ao ar livre. Como estamos predispostos ao vírus, e não podemos colocar nossa saúde em risco e das pessoas que estão à nossa volta (família, amigos, todos ). Assim adaptei em casa, dividindo os dias com treinos específicos e também experimentando outras modalidades, me reinventando: o importante é se manter em movimento.

10. O que espera do restante de 2020 o ano que ficará marcado na história como o ano em que tudo parou?

De uma certa forma ficará marcado sim, o ano em que tudo parou por um tempo. Tenho esperança que no 2º semestre tudo voltará aos poucos. E também acredito que será imprescindível, que sejamos persistentes, pois, o ano não acabou e teremos muito trabalho pela frente.

Obrigada Faby por dividir tua história conosco, cada vez mais temos a convicção que #somostodasmariasdatrilha !

@fabyrosa_

Conhecendo o Projeto Maria’s da Trilha

Olá gurias, muitas pessoas já ouviram falar do nosso projeto, outras nem tanto.

No nosso episódio de hoje apresentamos um pouco mais da Maria’s da Trilha

Esperamos que gostem, acessem nosso site, sigam nosso podcast e nossas redes sociais! Aninha canais que apresentam conteúdos voltados para vocês mulheres das Trilhas!

Vamos lá gurias vamos saber mais do nosso projeto? Cliquem o link abaixo.

Acesse o Spotfy siga o nosso perfil e ouça nosso PodCast na integra!

#somostodasmariasdatrilha

@mariasdatrilha

A oportunidade de uma atleta ser staff, experiência singular de aprendizado e de crescimento no esporte.

Dai Dias, integrante do Team Maria’s da Trilha, nos conta como foi a experiência de estar do outro lado em uma prova de corrida em trilha.

O que te levou a ser voluntária para trabalhar como staff?

Como em 2020 eu pretendo fazer as provas de ultradistâncias no Campeonato Gaúcho de Corrida em Trilha, optei por não correr a etapa do Morro Tapera, pois a prova antecedia em uma semana uma das minhas provas alvo do ano, a Indomit Pedra do Baú. Mas, eu não queria ficar de fora desse evento pelo qual tenho um carinho imenso, visto que foi em uma das provas da Raiz no Morro Tapera que me encantei pelo Trail Running e passei a me dedicar mais ao esporte. Portanto, desde que soube a data do evento avisei à organização que gostaria muito de participar como Staff e assim vivenciar a energia da prova.”

Qual era tua função no evento?

 “Fui Staff Móvel.

Quais as atividades que você desenvolveu no evento?

Antes da prova iniciar eu passei revisando a marcação do percurso, ou seja, coloquei mais fitas coloridas de identificação onde vi como necessário, agora com a visão do atleta e não do organizador, mesmo estando fazendo parte da organização naquele momento; durante a prova, com o auxílio de um rádio comunicador (walk talk) mantinha contato com o coordenador geral e com os staffs fixos e conforme a demanda desses eu me deslocava para diferentes pontos do Morro, auxiliando assim no acompanhamento de corredores desistentes por rotas facilitadoras, atendendo também algumas intercorrências apresentadas, prestando primeiros socorros quando preciso, mantendo contínua revisão de percurso e marcação e controle do número de corredores a concluir a prova.

Quantos quilômetros você percorreu durante o evento?

Acredito que tenham sido entre 25 e 30km. A bateria do meu relógio não aguentou toda duração do evento, mas sei que foram inúmeras vezes que subi e desci o Tapera naquele dia.

Qual a situação mais inusitada ou surpreendente durante teu trabalho?

 “Infelizmente, o que mais me surpreendeu foi o fato de muitas pessoas, independente da distância para a qual estavam inscritas, parecerem menosprezar ou não ter noção da dificuldade que o Morro Tapera apresenta e partirem para uma prova de autossuficiência com pouco ou nada de hidratação e alimentação.

Qual tua impressão dos atletas que participaram do evento?

De forma geral vi pessoas se superando e curtindo muito as belezas e particularidades do Morro Tapera, de fato, vivenciando o espírito e ensinamentos do Trail Running. Entretanto, como mencionei anteriormente, muitos atletas pareciam não ter noção do que enfrentariam.

Qual tua sugestão para os atletas em geral no que diz respeito à segurança individual em provas de trail?

Penso que antes de fazer qualquer prova (ou até treino) de trilha os atletas devem procurar se informarem mais sobre o terreno, o grau de dificuldade, se haverá pontos de hidratação ou se a prova é de autossuficiência e também a previsão meteorológica para o dia. Tendo conhecimento desses fatores devem se programar para um determinado tempo de exposição, sempre considerando possíveis intercorrências, e então, partirem para prova abastecidos no mínimo com água, alimentos e kit de primeiros socorros (pelo menos material para curativo e antisséptico para higienizar). Há provas que exigem alguns itens obrigatórios, mas mesmo que não haja exigências, por bom senso é importante sempre estar preparado. Dentro das condições de cada um, a utilização de roupas e calçados adequados também é muito importante; por exemplo, optar por tênis que ofereçam maior aderência e escorreguem menos pode evitar uma queda capaz de causar uma grave lesão. Acredito que as assessorias devam sempre orientar seus atletas quanto a esses cuidados e salientar aos iniciantes, que mesmo que façam distâncias curtas, certos cuidados farão toda diferença e determinarão se a atividade será agradável ou não. Aos atletas que não possuem professores e assessorias, sugiro que busquem ao menos conversar previamente com alguém que já tenha participado de alguma prova e possua mais experiência no trail, mas enfatizo que a boa orientação é imprescindível na prática desse esporte e contar com o auxílio de um profissional qualificado pode também evitar prejuízos à prática.

Qual foi o teu maior ganho em estar do outro lado numa prova de corrida em trilha?

Poder ajudar as pessoas é sempre gratificante! E nessa função acredito que pude ajudar muitas pessoas, seja com uma palavra de incentivo ou até mesmo a controlar a dor ou nervosismo… Sem dúvidas, poder me sentir útil assim foi meu maior ganho e tornou a experiência muito mais valiosa. Além disso, o fato de estar envolvida na organização me fez perceber o quanto se demanda de trabalho e tempo para fazer uma prova, e digo que não é uma tarefa nada fácil. De certa forma, isso me faz ter mais consciência, enquanto atleta, que também tenho responsabilidades quando participo de uma competição e ter a certeza que o sucesso da prova não depende somente de quem organiza e trabalha nela.

Dai Dias , @correcorreguria no Instagram.

Podcast de lançamento do mais novo canal de comunicação das Maria’s Trilha!

Esse é nosso podcast de lançamento do mais novo canal de comunicação das Maria’s da Trilha!

No nosso podcast falaremos do movimento Maria’s da Trilha e a evolução da participação feminina cada vez maior no universo das corridas em trilha! 

Informações, entrevistas e muito conteúdo voltado para mulheres que ousam descer salto, calçar ou tênis e estão transformando seus sonhos em realizações nas trilhas do Brasil e do mundo! 

#somostodasmariasdatrilha