Franciela – A Campeã da TUTAN

Natural de Florianópolis-SC, ela é Jornalista de formação, mestre em Educação. Atualmente cursa Nutrição e tem a ultratrail no coração…até rimou! Além de todas estas atividades, ela casada, faz estágio no Departamento Médico no Avaí Futebol Clube e atua fortemente na área comercial da Vidas Corridas.

Convidamos a Franciela Fantin, 1ª colocada Feminina da TUTAN – Transmantiqueira Ultratrail Agulhas Negras – 100km, que ocorreu em Abril /2019, para nos contar um pouco do seu dia a dia, enfatizando a prova que a consagrou campeã. Curtam conosco mais esta belíssima trajetória.

Como conheceu o trailrun?

Corro há 4 anos e meio, mas nos três primeiros anos, corri somente asfalto. Há 1 ano e meio descobri o trail running e desse então migrei somente para esta modalidade.Quem me apresentou o trail run foi o ultramaratonista Claudio Vicente, quando me convidou para fazer o Mountain Do da Lagoa em dupla mista. Bom, nem preciso dizer que foi amor à primeira vista.

 

O que motivou você a iniciar no trail run?

Foi o Claudio, me convidando para fazer o MD em dupla mista. Mas também me motivou pelo interesse em fazer longas distâncias. Após a Maratona de Porto Alegre em 2017, decidi que eu queria mais que 42km e naturalmente as ultramaratonas te levam para a prática do trail run.

Qual foi a sua primeira prova trail e sua percepção? 

De trail foi o Mountain Do da Lagoa, em dupla mista, em outubro de 2017.Foi fantástico, na verdade, eu já sentia isso nos treinos. Mas mais realizada ainda fiquei quando fiz minha primeira ultramaratona (45km), ficando em segunda geral (Amazing Runs Garopaba) e depois quando fui aumentando as distâncias, chegando agora aos 100km, é onde realmente me sinto realizada. Correr por horas e horas é algo que não se explica, somente é possível sentir. E eu tenho foco em desempenho. Tem corredores que gostam de curtir a paisagem, tirar fotos do percurso, e não tem nada de errado nisso, cada um com seu foco, o meu é desempenho.

Você faz parte de alguma assessória esportiva? Qual? E como são seus treinos?

Sim. Carlos Venturini Treinamento de Corrida.

Faço os treinos de corrida orientada pelo Carlos Venturini, faço preparação física na academia, orientada por dois profissionais, tenho uma nutricionista que me orienta e ainda faço fisioterapia preventiva, evitando ter lesões.

Pratico 5 treinos de corrida por semana, variando entre intervalados em pista, tiro em subida, fartleks e os longos no sábado e no domingo; e 2 treinos de preparação física na academia com o personal trainer.

Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?

Treino as 5 da manhã todos dias. No sábado saio antes devido aos longões. Faço faculdade de nutrição, então estou na aula todas as noites e a tarde eu faço estágio no departamento médico do Avaí Futebol Clube (área de nutrição). No período da manhã atuo com a loja Vidas Corridas.

 O que você pensa à respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun? Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Indispensável. Não existe fazer endurance sem acompanhamento nutricional. Visito minha nutri esportiva (Amanda Miranda) a cada 2 meses e em período de prova com mais regularidade ainda. Toda a estratégia de nutrição e suplementação são pensadas por minha nutri conforme o meu tipo de treino, a prova que vou fazer.

Minha alimentção pré-treino depende da modalidade que vou praticar, se for intervalado é um tipo de suplementação, se for fartlek é outro, longos requerem outra suplementação. E para cada prova também tenho uma estratégia a fim.

Quais provas te marcaram mais?

Brasil Ride Botucatu 70km – QUINTA GERAL

XC Run Itaipava 50km – TERCEIRA GERAL

TUTAN 75 ou 100km – CAMPEA

Qual será ou foi seu maior desafio em 2019?

Foi a TUTAN 100km como a prova alvo do primeiro semestre

Será a La Mission 80km no segundo semestre

Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

Está em expansão, o que é bom. Mas nas provas de longas distâncias tenho percebido muitos corredores despreparados para tal desafio. O ruim é que acabam desistindo da prova e por vezes do próprio esporte. Ultramaratona não é brincadeira, você precisa treinar muito, ser muito bem orientado por profissionais da área. Me preocupo com a “síndrome do super herói”, do cara que vai lá fazer uma prova longa sem preparação só para dizer que se superou, mas por vezes acaba lesionado, demora muito tempo para se recuperar ou até mesmo desiste das ultras depois.

Qual prova você indicaria para uma Maria?

Brasil Ride Botucatu 70km

XC Run Itaipava 50km

TUTAN 75 ou 100km

Qual seu maior sonho dentro do trail?

Fazer a UTMB (neste ano estou fazendo provas que dão pontuação)

Na sua percepção, ser trail runner é…

Treinar, treinar e treinar muito para alcançar os resultados

Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

Porque não é fácil, porque tem que se preparar muito para enfrentar uma prova casca grossa como a TUTAN, por exemplo.

Obrigada pela contribuição Fran, desejamos que teus passos seja cada vez mais longos e seguros. Estaremos sempre sempre na torcida pelo teu sucesso.

A Importância de ser Autossuficiente em Ultras de Montanha – Vera Saporito.

No Sábado próximo, dia 01/06/2019, teremos um evento trail running em Porto Alegre-RS,  O Desafio Raiz Tapera, com características de autossuficiência. Não terá distância de ultramaratona, mas a Raiztrail ofertará um prova com distâncias de até 21 km, ou seja, os atletas são responsáveis por sua sobrevivência do início ao fim.

Para fins de informação, utilizamos o texto de  um dos ícones do esporte, de uma das primeiras mulheres de destaque a nível nacional. A Vera Saporito nos auxiliou a entender a autossuficiencia de forma prática, mesmo enfatizando a ultratrail, neste caso de montanha, sua especialidade. Venham conosco, até mesmo você que pratica distâncias menores, conhecer e compartilhar o conhecimento desta fera.

Quando se fala de ultramaratona de montanha vem na cabeça:

Como comem, como vivem, como treinam, tipo globo repórter kkkk

Mas falando sério, quando fiz minha primeira ultra de 50km corri com reservatório de água, kit de primeiro socorros e 4 pacotinhos de gel. Foi bom porque a prova foi bem estruturada.

Mas as distancias foram aumentando, os percursos, ficando mais difíceis…

E quanto mais técnica a prova, mais difícil fica para a estrutura da prova chegar nos lugares, por conta da altimetria, e tem trechos que veículos não entram.

E depois de algumas ultras aprendi a ser autossuficiente na marra!!

Autossuficiência: refere-se ao estado de não necessitar de qualquer ajuda, apoio ou interação dos outros, um tipo de autonomia. Quando você se propõe a fazer provas em meio a natureza em um ambiente que você não controla, o desfecho da sua prova depende quase sempre de você.

 

Em 2018 fiz a KTR 80km de Ilhabela, um circuito de ultratrail muito bom aqui do Brasil, prova difícil, muito técnica e mais difícil ainda pois choveu a semana inteira na ilha mudando todos os planos da prova.

A única coisa que não mudou foi que a prova seria de autossuficiência, estava escrito no regulamento e no briefing da prova, o que na minha opinião e´ o ideal para longas distancias.

Então vamos la: além do treino de corrida e fortalecimento muscular pode colocar na planilha estratégias para aprender a ser autossuficiente, como? Use os treinos longos, para adaptação da mochila de hidratação juntamente com um plano de alimentação (itens obrigatórios nestas provas) para ir testando durante a periodização do treino.

A estrutura da prova vai demarcar o percurso, colocar staffs e socorro médico nos lugares pontuados no briefing (lugares possíveis de se chegar ok?) já corri na serra fina 80km La Mission um dos picos mais altos do Brasil, tive ruptura parcial de ligamento no km30 porque enrosquei o pé em uma raiz,o socorro so chegaria no dia seguinte, peguei esparadrapo no kit de primeiro socorros fiz uma bota e prossegui, com ajuda de dois amigos.

Tinha minha alimentação, e a hidratação era reposta com pontos naturais da montanha, temos ainda que contar com as adversidades da natureza ,chuva, frio, calor extremo quanto mais sobe mais gelado fica, mais chances de correr em terreno enlameado e escorregadio também.

O que uma prova séria deve exigir na minha opinião: provas de 50km nos mesmos moldes (de autossuficiência) completadas para correr 80km, e logico se você se inscreveu em 80km sabe a responsabilidade de se treinar para isso! Mesmo assim recomendo, mesmo sendo uma prova de 50km já vai aprendendo ta! Quanto mais treinado para 50km mais fácil encaixar 30km a mais no seu treino.

Já participei de provas que prometiam estrutura X e na hora não tinha nada, fiquei revoltada, mas quando você entra com autonomia nestas provas consegue driblar estes inconvenientes.

Ai vem aquela frase: ¨Mas é Brasil…

Tenho no meu currículo umas 6 provas internacionais, e na minha opinião, o que nos difere dos outros países é a experiência em organizar provas de endurance, são lugares diferentes, cultura diferente, enquanto que aqui no Brasil a ultramaratona de montanha deu um bum absurdo a alguns anos, em países de regiões montanhosas, ultramaratona é uma modalidade muito conhecida e praticada pelas pessoas a muito mais tempo.

Eles contam com a experiência, tem um ambiente que favorece muito a modalidade, os atletas tanto profissionais como amadores treinam e aprendem a correr em situações adversas e assim aprendem a ser autossuficientes.

Tive uma experiência na ultra fiord em 2016 que lembrou muito o Brasil que todo mundo reclama, fui para distância de 70km,o tempo mudou drasticamente, a patagônia chilena é um lugar magnifico mas igualmente perigoso!!!

O tempo virou e ficou impossível chegar nas geleiras, a prova contou 62kms, foi avisado no briefing que teria postos de alimentação e resgate na alta montanha. Largamos com menos 5 chovendo e nevando, e para nossa surpresa só houve um posto de alimentação, chegando na alta montanha a neve aumentou o frio também e muita chuva, quando chegamos no topo só havia uma barraca com algumas pessoas e a contagem do chip para detectar os atletas não funcionava, a neve estava quase nos joelhos, articulações congelando e o socorro não conseguia chegar… foram mais 30km de charco(região onde tem muito barroe humidade)passamos por rios que congelavam os pés, eu acredito que só quem conseguiu concluir esta foram pessoas que aprenderam a ter autonomia em provas.

Duas mulheres entraram em hipotermia, sendo resgatadas depois e houve um óbito na prova.

Pois é, e não foi no Brasil, foi traumático mas serviu de grande aprendizado, outra prova cobiçada por muitos é o UTMB, uma prova super tradicional na Europa ,estrutura impar a meca das ultramaratonas de montanha!!!

Mas para participar desta prova, mesmo tendo uma estrutura incrível você ainda tem que ser autossuficiente, existe o sorteio, e mesmo que você seja sorteado tem que alcançar pontuação em outras provas para participar, a ultra fiord é uma prova que te da esta pontuação desde que você conclua a prova, entende isso?? Vamos te dar todo o suporte, mas você ainda tem que provar que sabe se virar sozinho…

Meu conselho: quer participar de ultramaratonas na montanha??aprenda a ser autossuficiente isso vai te poupar de muitas frustrações, só espere da organização um percurso bem demarcado e sinalizado o resto é por sua conta.

Quanto a valores, sim são altos corremos em áreas preservadas pelo IBAMA, terrenos particulares, contamos com socorro médico (ambulância) staffs espalhados pelo percurso, a organização abre algumas trilhas, porque devemos carregar reservatório de agua? Porque não é permitido utilizar descartáveis em alguns pontos, pois pode sujar as trilhas (e dá uma multa pesada por isso) toda essa estrutura custa dinheiro e infelizmente no nosso pais tudo é super inflacionado!!

E dentro de tudo isto ainda pode acontecer falhas, lembre-se que você está correndo em meio a natureza e nela ninguém manda ,cabe a nós entender estas adversidades, respeitar e preservar as belezas que a natureza nos oferece !!!

Bons treinos!!!

Viviane Souza e sua ultramaratona na Patagônia

Fomos até Capão da Canoa -RS, cidade da Viviani Oliveira de Souza, ultramaratonista, para que nos contasse o seu dia a dia e sua recente participação na Patagonia Run, 70 km. Ela, que é Professora – Educação Especial e Anos Iniciais, tem agenda lotada com o filhote de 10 anos, seu grande companheirinho, e ainda assim cumpre a risca sua planilha.

Mais uma Maria como nós para compartilhar a sua experiência, uma mulher, trabalhadora, mãe e ultramaratonista, bora lá conhecer!

Como conheceu o trailrun?
Sempre gostei de esporte e o fazia em academias, quando vim morar em Capão, mudei um pouco a rotina,  sempre achava um tempinho e corria a beira mar. Fiz isso por anos por simples prazer em estar naquela conexão comigo mesma, sem saber de distância, pace, tão pouco provas de corrida…
Há pouco mais de dois anos uma grande amiga, profissional da área e triatleta inaugurou sua assessoria esportiva, voltada para a corrida, onde eu me incluí desde o primeiro treino. Dois meses depois fomos treinar no Morro da Borússia, em Osório e naquelas estradas de chão meio a trilhas e a natureza,
percebi que tinha muito mais do que uma “beira mar” para eu me encontrar, conhecer, treinar e me encantar ainda mais com a prática deste esporte.

O que motivou você a iniciar no trailrunning?
Na verdade o que motivou estar no trail runnig, foi o próprio grupo de corrida, pois eu desconhecia esta modalidade e de fato corria para serenar minha mente e espairecer da rotina e corre-corre de atividades e afazeres de “gente grande”. Logo conheci o Chico, meu companheiro, aí sim o caso com o trail entrou de vez nas minhas rotinas de treinos e provas e passei a conhecer um pouco mais sobre tudo isso através dos conhecimentos e experiências dele, e, cada vez mais me interesso por esta modalidade. Unir esporte, natureza e estar em paz com meu corpo e minha mente, além de construir verdadeiros laços de amizade é sensacional!

Qual foi a sua primeira prova?
No Morro da Borússia, fiz 13km no Circuito Gaúcho de Trilhas e Montanhas em 2017, prova em que eu me perguntei pela peimeira vez o que eu estava fazendo ali… a resposta veio quando eu cruzei a linha de chegada,, um filme se passou na minha cabeça sobre a minha vida e eu sorri grata a Deus por cada km que me levou até ali.

Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?
Talvez já tenha respondido um pouco na questão anterior… mas, percebi que eu estava no lugar certo e que ali queria continuar, pelas várias sensações que senti e por estar entre pessoas conectadas de uma energia muito boa, com força, determinação e sobre tudo de alegria.

Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual?
Sim, Meta Assessoria Esportiva – Professora Aline Negruni, aqui de Capão da Canoa.

Como são seus treinos?
Dou aula na parte da manhã em uma escola e a tarde em outra, sendo que a tardinha tenho as atividades com meu filho. Uma ou duas vezes na semana reuniões nas escolas, por isso meus treinos são logo cedinho antes desta rotina toda, vejo o nascer do sol todos os dias acordando as 5h30 para
treinar, segunda, quarta e sexta a corrida na beira mar e nas terças e quintas o reforço muscular na academia. Fim de semana, sigo a planilha por aqui ou nos morros vizinhos.

Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?
Pois então… eu fiz uma grade de provas que gostaria de realizar durante o ano e tento me organizar para fazê-las, o foco para o primeiro semestre era Patagônia Run e fiquei encantada com tudo o que vivenciei lá. Em função de logística, filho e trabalho, faço o que está ao meu alcance, acordando
cedo para meus treinos e sempre que consigo estou nas competições. Agora estamos reavaliando e viabilizando novos desafios.

O que você pensa à respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrunnig?
Importantes. Há um ano procurei uma nutricionista que vem me acompanhando com avaliações e dicas importantes. Tento adequar ao máximo possível na minha rotina alimentar diária e vou testando, conhecendo os alimentos durante os treinos para que conclua cada percurso e distância de forma positiva, seja no dia a dia ou nas provas.

Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?
Sigo as orientações nutricionais com uma dieta balanceada e muito simples com os principais componentes a serem ingeridos: carboidrato, proteína leguminosas e vitaminas antes e pós prova. Durante as provas e treinos não tenho muita vontade de alimentar-me, mas uso carbogel, isotônico,
já usei bolinhos de batata e frango, sementes, grãos e caldo quente na Patagônia, aos quias tive boa aceitação.

Quais provas te marcaram mais?
Acredito que cada prova tem um marco, porque sempre aprendemos algo sobre os percursos e desafios e mais ainda sobre nós. Mas a Patagônia Run vai ficar para sempre nas minhas lembranças por ser diferente de tudo que já tinha vivenciado: correr a noite, montanhas com altimetria elevada, temperaturas negativas, correr entre grandes feras do trailrunnig, estar em outro país com tantas pessoas de diferentes nacionalidades unidas por um mesmo esporte e alegria, foi demais e ficará para sempre na memória!! Minha primeira maratona, foi no Rio de Janeiro com uma super energia positiva e uma chegada emocionante. A primeira ultratrail foi ano passado na Indomit
Costa da Esmeralda, foi forte, desafiadora e gratificante… E assim vai, mais tantas outras… Meu primeiro lugar na geral da Audax de Riozinho na distância média, foi sensacional também!!

Qual foi o seu maior desafio em 2018 e o que virá em 2019 ?
2018 foi os 50km da Indomit e a TTT em dupla;
2019 foi a Patagônia Run, a continuidade no circuito do Audax e a TTT solo.
Aos poucos, devagar conhecendo o meu corpo, meus limites e trabalhando naquilo que posso melhorar e que seja capaz de realizar, vamos estabelecendo novas metas, levando em consideração as logísticas pessoais (trabalho e família) vou me aventurando em treinos e provas…

Como você vê o momento do trailrunnig no Brasil?
Sou “novata” neste meio e agora estou conhecendo um pouco mais através de amigos, ouço e vejo o crescimento e expansão do trailrunnig com a formação de grandes grupos para treinos, seja eles para “desbravar” novos trechos e percursos, para participar de provas e eventos ou para buscar recursos, estabelecendo assim de companheirismos e amizades através deste esporte.

Qual prova você indicaria para uma Maria?
Patagônia Run, ainda sinto a energia desta prova, tudo muito recente… Foquei nos treinos para a realização deste desafio, estive com meu grupo em belas parcerias de treinos, conheci outros durante este período de treino e ouvi muitas pessoas experientes que só contribuíram para a formação de minha “bagagem”. Viajar e estar com pessoas de nacionalidades diferentes ou ainda
brasileiros de outros estados, e sem nunca ter os vistos conversar, sorrir, trocar e aprender é fantástico!! O trailrunnig tem me feito muito bem no aspecto físico, social e psíquico.

Qual seu maior sonho dentro do trailrunning?
Aumentar minhas distâncias, conhecer novos lugares e pessoas com a certeza e segurança de estar cuidando da minha saúde, do meu corpo e da minha mente, conhecendo e desfiando meus limites.

Na sua percepção, ser trailrunner é…
Aventurar-se através de um esporte, estar em meio à natureza respeitando-a e sendo feliz.

Por que você indica o trailrunnig como prática esportiva?

Porque é um esporte, movimento, saúde, paz, construção de laços de amizades, é natureza, é alegria, são desafios e conquistas pessoais…