Conhecendo a história dessa Maria das ULTRAMARATONAS

Hoje vamos contar a história da  ELOIZA, uma GIGANTE que enfrenta as ultra distâncias  em todos os locais e terrenos, e é fonte de inspiração para muitas corredoras que conhecemos. 

1- Nome:  Eloiza Testolin Rodrigues

2- Cidade: Caxias do Sul

3-Profissão: Técnica em Radiologia e acadêmica de Educação Física

4-Família: é onde existe amor, não necessariamente o mesmo sobrenome.

5- Como conheceu o trailrun?

Através de nosso trabalho. Eu e meu marido/treinador temos uma assessoria esportiva, a InspireRun, e estamos envolvidos com a corrida em todas as modalidades e o trail faz parte da nossa vida também. Inclusive minha história na corrida começou através do meu marido, meu maior incentivador.

6- O que motivou você a iniciar no trail run?

O contato com a natureza, a sensação de liberdade, lugares desconhecidos nos desafiando a cada passo, com terrenos e paisagens diferentes e que jamais pisaríamos se não fosse através dessas provas.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Comecei com as rústicas de 5 km, depois 10km no asfalto, depois provas de meia-maratona e assim foi. Minha primeira maratona foi em Porto Alegre, em 2004 e me identifiquei com as longas distâncias. Minha primeira ultramaratona foi em Rio Grande, 50 Km,  em 2006 e não parei mais.

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Realização com gostinho de quero mais. As pessoas perguntam o que penso durante uma prova longa. Penso em coisas boas e pessoas que me motivam, e em muitos momentos nossa mente fica vazia. Procuro correr feliz e com alegria. A sensação de terminar uma prova é indescritível e poder comemorar com os amigos que são a extensão de nossa família é maravilhoso.

9- Você nos disse que tem, com seu esposo, uma assessoria esportiva, a InspireRun.  Como são seus treinos?

Meus treinos são de acordo com a prova alvo. Alternados com musculação, treinamento funcional e a planilha de corrida.

10- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições?

As dificuldades de “atletas da vida real” como nós que não vivemos somente do esporte, resumem-se na necessidade de “arranjar” tempo para os treinamentos, pois para provas longas os treinos são volumosos e despendem muito tempo de nosso dia. Mas quando amamos o que fazemos, conseguimos nos organizar.

11- O que você pensa à respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Importantíssimo. Estarmos bem orientados com um profissional da nutrição nos dá uma maior segurança e tranquilidade durante todo processo pré, durante e pós prova e  é tão importante quanto o treinamento físico.  

12- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Minha alimentação é simples, procuro suplementar o mínimo possível. Atualmente evito os alimentos com glúten e lactose, pelo desconforto que em excesso me causam. Nada de radicalismo, mas os evito. Durante os treinos, testamos tudo, hoje durante as ultras utilizo massa bifun (de arroz), palitinhos salgados, mariola, água, água de coco, água tônica, basicamente isso. Suplemento com sal e potássio. Chega um momento nas provas longas, que realmente não desce muita coisa, então no geral, muito mais líquidos do que sólidos. Durante as provas, intercalo minha alimentação para evitar estes “enjôos”. E pós prova, alimentação normal.

13- Quais provas te marcaram mais?

Todas provas deixam marcas, pois fazem parte de nossa história. Foram muitas provas importantes e  marcantes, onde posso citar, a Conrades, 89 Km,  na Africa do Sul; a BR 135 milhas, na Serra da Mantiqueira, na qual fui Campeã da categoria solo 6 Maratonas; a Badwater 135 milhas, no Vale da Morte, na Califórnia;  Desafrio Urubici 52 K; a Indomit; 24horas de Esteira; Ultra Desafio Farroupilha 24 horas  e inúmeras outras.

14- Qual será seu maior desafio em 2018?

A Ultramaratona dos Anjos, um sonho antigo que esse ano pretendo torná-lo realidade, juntamente com minha equipe.

15- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

As provas de trail run vêm se profissionalizando e crescendo com muita qualidade. Os eventos de corrida, inclusive os de trail se tornaram uma grande atração não apenas esportiva e sim familiar, pois acaba sendo um programa turístico e cultural para todos.

16- Qual prova você indicaria para uma Maria?

Primeiro, acho maravilhoso a presença feminina aumentando cada vez mais nas corridas em geral. Acredito que sempre começar por provas que tenham distâncias variadas, começando pelas menores e ir progredindo. Um passo de cada vez, e com muita paciência. Lembrem-se que a distância desejada é uma questão de tempo, que se adquire com treino e disciplina. E o mais importante é correr feliz seja onde for, curtir. Uma das provas que acredito ser adequada para iniciar no trail é o Circuito Trilhas e Montanhas, que oferece distâncias e percursos com graus de dificuldade para todos os objetivos.

17- Qual seus maiores sonhos dentro do mundo das corridas?

São muitos os desafios que tenho em mente. Um deles é participar da Arrowead 135, e completar a Copa do Mundo de Ultramaratonas. Mas essa prova, além de todo treinamento, tem um custo elevado, por isso, é necessário um planejamento a longo prazo. Participar da Ultramaratona dos Anjos é outro sonho de tempo, que como já disse, este ano pretendo realizar.

18- Na sua percepção, ser trail runner é… interagir e respeitar a natureza que nos proporciona o prazer em correr em seu meio e desfrutar de tantas sensações, belas paisagens, trajetos diversificados e o clima entre os corredores é de ajuda em meio as dificuldades que ao longo da prova aparecem.

19- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

Todo o esporte influencia de alguma forma várias áreas de nossas vidas e no trabalho mais ainda, onde podemos utilizar de muitas lições adquiridas em uma prova e a condição física que, melhorada, contribui para a realização de nossas tarefas, são alguns exemplos da influência da prática do esporte. E a corrida e o Trail em especial, nos presenteiam com um crescimento físico e mental.

 

Obrigada Elo, como assim os amigos a chamam, contar contigo para enriquecer nossas histórias foi demais.

As experiências trocadas nos dão enchem de coragem para continuar a enfrentar cada vez mais os nossos desafios.

Um beijão, Maria´s da Trilha

As Maria’s ficaram pelo RS no carnaval e conseguiram uma entrevista muito bacana com outra Maria Gaúcha! Divirtam-se com essa história!

1- Nome: Ana Paula Oliveira

2- Cidade: Porto Alegre

3-Profissão: Analista de Sistemas

4-Familia: Duas filhas (14 e 20 anos) e três gatas.

5- Como conheceu o trailrun? Em 2013, com o surgimento das corridas do CTM aqui no RS.

6- O que motivou você a iniciar no trail run? O fato de correr em meio à natureza.

7- Qual foi a sua primeira prova? Wine Run 2014 – fascinante!!!!!!

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail? Que eu nasci para isso. Correr em meio à natureza, respirando aquele ar puro, ouvindo aqueles sons que só nesse meio podemos apreciar, é algo fascinante, foi amor à primeira vista… desde lá não larguei mais.

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual? Sim, Veloz Assessoria Esportiva.

10- Como são seus treinos? Além da corrida faço treinamento funcional duas vezes na semana. Nos demais dias são treinos de corrida, e um ou dois dias off, depende do momento em que os treinos estão.

11- Como concilia as tarefas do dia-a-dia, os treinos e as competições? Das 8h às 18h estou no trabalho. Treinos são sempre à noite durante a semana. Das 21h30 às 0h faço as tarefas de casa, e dou atenção às filhas. Nos finais de semana, preferencialmente, cedo pela manhã para ter o resto do dia livre para outras atividades com a família. A rotina é puxada. Para as competições, sempre tenho algumas horas de banco para poder me ausentar um ou dois dias, mas procuro avisar com antecedência para que não ocorram imprevistos.

12- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova? Tenho uma alimentação bem saudável. Mas quando a intensidade dos treinos aumenta, dou atenção aos alimentos que me dão mais energia e aos carboidratos. Não faço uso de muitos suplementos, apenas BCAA e R4. Pré prova, sigo com a rotina de alimentação normal. Durante a prova costumo consumir castanha do Pará, noz pecan, azeitonas, provolone Desidratado e Salame Italiano, entre eles utilizo carbo gel, mas meio a contragosto.

13- Quais provas te marcaram mais? Urubici 2015, minha primeira ultra, 52k… foi emocionante. E os 100k no Indomit 2016 SENSACIONAL!!!! Cada prova me traz momentos especiais e inesquecíveis, mas essas duas foram as que me marcaram mais até o momento.

14- Qual será seu maior desafio em 2018? 80k Half Mision Serra Fina.

15- Como você vê o momento do trailrun no Brasil? Vejo um grande crescimento dessa modalidade no país. O número de adeptos está crescendo cada vez mais. Mas ainda com pouco apoio e investimento. Com isso, as provas têm um custo muito alto, se comparado com provas na Europa e na América Latina. Estamos engatinhando, temos muito a aprender, mas estamos no caminho certo.

16- Qual prova você indicaria para uma Maria? TRC Perdidos… foi uma prova desafiadora, não tinha feito nenhuma prova com uma altimetria dessas e com nível de dificuldade maior do que as que estava acostumada. Finalizar essa prova me deu mais confiança na minha capacidade para me aventurar em desafios maiores.

17- Qual seu maior sonho dentro do trail? Chegar nos 170k do UTMB.

18- Na sua percepção, ser trail runner é… respeitar a natureza, gostar de desafios, ser solidário, amar as montanhas, respeitar o outro competidor e não vê-lo apenas como um adversário, mas sim como um parceiro de aventura, ser e ter espírito livre e mente aberta.

19- Por que você indica o trailrun como prática esportiva? Por que faz um bem enorme para a alma e para o coração. Ensina-nos a ser mais tolerantes, a ter paciência, a ser solidários, a estender a mão a quem precisa, nos tornando seres humanos melhores.  

Viram Maria’s  a Aninha de pequena só tem a aparência! Acha tempo para tudo e acha força na sua paixão pelo trailrunnig e pela natureza para cada vez ir mais longe!

Obrigada Ana Paula! Obrigada por essa aula de persistência e força de vontade!

Vamos Maria’s, vamos invadir as trilhas!!!

Maria’s da Trilha, belas e feras na natureza!

Maria’s de SPOT para se aventurarem com muito mais segurança!

Olá Maria’s hoje falaremos do SPOT GEN3 um aparelho que está no mercado como uma aliado para nossas aventuras, pois permite muito mais segurança em nossas andanças pelo mundo. Esperamos que aproveitem!

O dispositivo SPOT fornece tecnologia satelital de mensagens, para que todos os amantes do ar livre possam se comunicar através de áreas remotas ao redor do mundo, além do alcance dos celulares. Muito legal, não?

COMO O SPOT FUNCIONA

1 Satélites fornecem o Sinal.

2 O SPOT obtém sua localização GPS e envia sua localização junto com a mensagem pré-programada para os Satélites de Comunicação.

3 Satélites de Comunicação direcionam sua mensagem para antenas de satélites específicas ao redor do mundo.

4 Antenas de Satélites e Rede Global encaminham sua localização e mensagem para a rede apropriada.

5 Sua mensagem e localização são entregues a seus contatos por email, SMS ou notificação de emergência para o Centro Internacional de Emergência e Resgate GEOS.

FUNÇÕES

AJUDA – Peça ajuda a seus amigos e familiares a partir de sua localização GPS, ou peça ajuda a organizações de assistência (Ex: pneu furado, situações onde não haja risco de morte).

CHECK-IN – Diga a seus contatos onde você está e que você está bem numa mensagem pré-programada.

MENSAGEM PERSONALIZADA – Deixe que seus contatos saibam de onde você está, enviando uma mensagem pré-programada por você, e sua localização GPS.

S.O.S. – Numa emergência, envie um SOS com sua localização GPS para o GEOS, que facilitará sua Busca e Resgate (Ex: Mordida de cobra, picada de aranha, perna quebrada). Um sistema de resgate mundial será acionado e a unidade mais próxima será acionada para lhe socorrer.

RASTREAMENTO – Automaticamente registra e envia sua localização, além de compartilhar com seus contatos o mapa de sua aventura no Google Maps™.

ENERGIA – Pressione o botão de energia para ligar seu SPOT; O LED irá acender. Pressione e segure o botão de energia até que o LED pisque rapidamente para desligar seu SPOT.

LUZ GPS – Notifica-o quando o SPOT é capaz ou não de receber informações dos satélites GPS e obter sua localização GPS.

LUZ DE MENSAGEM – Notifica‐o quando sua mensagem mais recente foi ou não enviada.

Visitem o site:  https://br.findmespot.com/pg/

Qualquer dúvida que tenham, sobre aquisição e ativação dos planos de rastreio, deixem aqui nos nossos comentários ou nos chamem na nossa página no Instagram (@mariasdatrilha)

Vamos Maria’s!!! Vamos invadir as trilhas!!!

MARIA’S DA TRILHA, BELAS E FERAS NA NATUREZA!

 

 

 

As Maria’s encontraram no interior do Rio Grande do Sul uma incrível Maria Gaúcha!

     Maria’s temos a grata felicidade de compartilhar com vocês a recente história dessa gaúcha! Guardem esse nome! E, se alinharem para largar do lado dela em alguma prova por aí, não se enganem que de frágil, essa Maria só tem a aparência! Vejam que empolagante e encantadora a entrevista dela!

1- Nome: Jasieli Tagliari Dalla Rosa

2- Cidade: Trindade do Sul/RS

3- Profissão: Controladora interna Municipal

4- Família: Meu exemplo de determinação.

5- Como conheceu o trailrun?

Estava com o grupo do meu treinador na Maratona de Porto Alegre em junho de 2017 onde foi minha estreia em maratonas, e lá o grupo comentou sobre uma prova no Morro Gaúcho em Arroio do Meio/RS do Circuito Trilhas e Montanhas que seria em julho, na outra semana pedi pro meu treinador se achava que poderia fazer os 30k e ele liberou e assim fomos para minha primeira aventura nas trilhas.

6- O que motivou você a iniciar no trail run?

Eu sou uma amante da liberdade, e diante da natureza nas trilhas e montanhas a sensação é de liberdade e conexão, conhecer lugares diferentes, se desafiar a cada novo percurso, ver a solidariedade que as provas de trilhas nos apresentam foi fascinante para me motivar a conhecer mais sobre este mundo e buscar provas trail run.

7- Qual foi a sua primeira prova?

Minha primeira prova foram os 30k do Morro Gaúcho em Arroio do Meio em julho de 2017, uma prova dura, só tinha treinado estradão, não conhecia trilhas, foi dureza, lembro a primeira descida em trilha de barro fui patrolando tudo porque não sabia o que fazer heheh, ainda pra minha surpresa fiquei campeã da prova, sai de lá sem unhas, toda arrebentada hahah mas pensando quero distâncias maiores.

8- Qual foi a sua percepção ao realizar a primeira prova trail?

Foi amor à primeira vista aquela sensação de que eu nasci pra isso, sai pensando qual seria a próxima aventura.

9- Você faz parte de alguma acessória esportiva? Qual?

Eu treino com Franscisco R. Junior Tito de Porto Alegre um ultramaratonista com uma experiência incrível, em um ano de treinos sai de 02 ou 03 provas de 10km e 21km para uma ultramaratona de 81km, trabalho incrível, ser humano extraordinário, me transformou como atleta amadora e como ser humano. Moro a quase 500km de Porto Alegre mas conseguimos.

10- Como são seus treinos?

São em torno de 4 a 5 treinos por semana, dependendo a prova alvo, para TTT chegamos a ter 7 treinos por semana e treinar duas vezes por dia. São treinos de rodagem, intervalados, de velocidade, moro em uma cidade pequena que não tem pista, às vezes vou na cidade vizinha em um campo de futebol pra fazer tiros, e os longos são em estradão ou rodovia, que também é sem acostamento, mas vamos adaptando as condições.

11- Como concilia as tarefas do dia a dia, os treinos e as competições?

Como falo algumas coisas é preciso levar nas coxas, mas as primordiais a gente precisa fazer com amor que dá certo. Tenho filho de 16 anos, marido, casa, comida, trabalho o dia todo e algumas noites, faço musculação, pilates, dança. Gosto de fazer tudo bem-feito (menos faxina kkk), então meu dia às vezes começa às 04 horas da manhã pra dar conta, prioridade cuidar dos estudos do filho que está partindo para uma fase primordial, e assim planejando consigo ir dando conta, competições eles embarcam em muitas aventuras comigo, se não são eles algum amigo vai, e assim vou dando meu jeito, e adaptando, hoje todos já entendem minha ausência e o amor que tenho pelo esporte.

12- O que você pensa a respeito do acompanhamento nutricional para os treinos e competições de trailrun?

Acho muito importante, é necessário ter o apoio de alguém, mesmo que você seja amador ou profissional o aporte nutricional faz toda diferença, ainda mais em ultramaratonas que tem uma duração muito maior. Além da nutricionista tenho um amigo Médico que tem estudado muito para me ajudar, e tem feito toda a diferença.

13- Como é a sua alimentação pré, durante e pós prova?

Tenho uma alimentação bem caseira do interior, minha alimentação quase toda vem da roça dos meus pais e sogros, então grande vantagem já tenho ai.

Na noite anterior da prova costumo comer arroz, carne, massa sem glúten, tapioca, priorizo alimentos sem glúten porque meu corpo reage melhor, quanto mais longa a prova mais incremento no carboidrato.

Durante a prova sou minuciosa em tudo, diria quase calculista, uso gel de carboidrato, capsula de sal, isotônico, tudo depende a distância que estou fazendo, é preciso sempre estudar a estrutura da prova, o que ela oferece, e ver o que você precisa carregar, e claro testar tudo antes. No pós prova busco repor com quantidades de proteínas e carboidratos suficientes, se fico enjoada uso suplemento que é mais prático, ainda estou em testes devido a pouca experiência então sempre aprendo algo novo com meu corpo.

14- Quais provas te marcaram mais?

Não tenho um currículo extenso até porque tenho 1 ano e meio de provas, mas três provas que foram experiências incríveis:

– 30km Morro Gaúcho em Arroio do Meio/RS, 1º lugar geral;

– 50km da Indomit Costa da Esmeralda 2017, 1º lugar geral;

– TTT- Travessia Torres Tramandaí solo 82km realizada há alguns dias, 1º lugar geral, uma prova treinada, pensada, planejada onde tudo funcionou, mas o mais importante o grupo de amigos que fiz lá.

15- Qual será seu maior desafio em 2018?

Desde 2017 já vinha planejando meu maior desafio que seria a TTT 82km realizada dia 27/01/2018 e foi maravilhoso, deu um gás a mais pra começar o ano, sai campeã e com uma bagagem imensa.

Agora vamos planejar o resto da agenda conforme minhas condições físicas e financeiras, mas já tenho algumas provas certas: Volta Ilha em abril revezamento feminino, 50km Faccat Trail run em julho, e o Desafio Samurai 67km Mizuno Uphill em setembro. Quem sabe não rola uns 80k ou 100k de montanha ainda este ano treinador???

16- Como você vê o momento do trailrun no Brasil?

Vejo com grande crescimento, mas ainda com falta de investimento. As pessoas têm buscado alternativas para correria do dia a dia, sair do sedentarismo e da vida urbana isso ajudou crescer o trailrun, a variação de distâncias ajuda, pois todos podem participar, dos menos aos mais preparados.

17- Qual prova você indicaria para uma Maria?

Morro Gaúcho Arroio do Meio/RS, aquelas montanhas têm uma imponência, aquela natureza te faz dar valor a vida e as pessoas, é um momento incrível que as pessoas precisam passar por esta experiência.

18- Qual seu maior sonho dentro do trail?

Evoluir, aprender mais, trocar experiências, pois sou bem novata, mas tenho uma vontade imensa, depois que criar uma bagagem e pontuação começar a sonhar com o Ultra Trail du Mont Blanc – UTMB.

Quero buscar morros, montanhas e distâncias maiores. Mas sou bem realista, vontade e dedicação não me faltam, porém sabemos que os custos são altos e meu maior medo sempre é se terei condições financeiras, mas pra tudo tem seu tempo, então vamos indo.

19- Na sua percepção, ser trail runner é…

É amar e respeitar as montanhas, é entrar em contato com a natureza e se conectar com o universo, é aprender a ser solidário com as pessoas, é se tornar melhor como ser humano, é se desafiar e saber que quando tudo parece difícil o seu corpo e sua mente podem um pouco mais.

20- Por que você indica o trailrun como prática esportiva?

O trailrun promove um encontro entre pessoas de bem, pessoas evoluídas espiritualmente, pessoas que buscam melhorar a cada dia, então está aí uma ótima oportunidade para se tornar uma pessoa melhor e se desafiar diante das montanhas, ver que tudo é possível quando se tem dedicação.

Obrigada Jasi!!!

Que tua jornada no trail seja longa e repleta de realizações!

Maria’s deixem seus comentários, dúvidas e sugestões.

Aguardem que semana que vem tem mais “Na trilha com as Marias”.

MARIA’S DA TRILHA, BELAS E FERAS NA NATUREZA!